PECADOS GOSPEL

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Por: Pr Armando Taranto Neto

Em Provérbios 7.5-22 se diz:
“…Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo,
Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa;
No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão.
E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés.
Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos;
E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse:
Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei.
Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.
Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores.
Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem;
Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado.
Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões….”
A Antiga Aliança (Lei) demandava restrita observância em seus termos, e o livro de Provérbios denomina esta obediência de “temor do Senhor” (Pv. 1:7; 2:5; 9:10). O livro de Provérbios é um manual prático referente à gratidão, a reverência, e o comprometimento do povo judeu com Jeová, nas questões de seu dia a dia.
No capítulo 7 do referido livro chama a atenção a clara recomendação a um jovem frente aos apelos sexuais de uma mulher casada disposta a cometer adultério.
O narrador (Deus) vê da fresta de sua janela (Os olhos do Senhor estão sobre toda a terra) um jovem falto de juízo (disposto a pecar) a caminho de sua casa.
É de espantar o verso a seguir “No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão” , observe a sequência proposital da incidência da luz do dia: crepúsculo (Pôr do sol), Tarde do dia (ausência do sol), Tenebrosa noite (meia noite sombria) e Escuridão (apavorante madrugada). Isto representa a condição espiritual daquele que sai do centro da vontade de Deus, onde podemos usufruir da Luz do Meio Dia em direção ao afastamento desta Luz rumo às trevas existenciais.
A tragédia se repete hoje como nunca antes se viu, é sem precedentes. Temos visto líderes e outros ditos cristãos que eram pais, mães, esposas e maridos exemplares, que hoje se deixaram entorpecer por suas concupiscências e estão em um “novo relacionamento” conjugal.
Alguns, pasmem, se sentem abençoados por Deus e, como a prostituta do texto supra citado, tentam sacralizar o ato abominável com seus “Sacrifícios pacíficos”. Esquecem-se de que Deus não pode abençoar o que foi amaldiçoado. Definitivamente não existe “Adultério Gospel”, “Prostituição Gospel”, “Pornografia Gospel”, “Fornicação Gospel” (ato sexual que não é entre cônjuges; o pecado da luxúria; pecado da carne. Relações sexuais entre namorados ou noivos antes do casamento; qualquer prática sexual consumada sem a proteção legal e espiritual do casamento é uma fornicação.).
As redes sociais são os veículos preferidos para a exibição destas atividades abomináveis diante de Deus. É muito comum observar as fotos dos “novos” relacionamentos editados com frases do tipo: “ Esta é a benção que Deus me deu”, “A felicidade chegou em minha vida” etc.
A benção está em investir na primeira esposa ou no marido que Deus te deu. Trocar de cônjuge não extinguirá problemas, simplesmente estes serão substituídos por outros. Isso sem falar nos traumas que sobrevém aos filhos do relacionamento encerrado.
Não se engane, não é possível santificar algo que para Deus é abominação.
Leitos perfumados com aloés e mirra não transformarão maldição em benção, simples assim. Ao contrário do jovem sem juízo, que, “como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões”, escolheu o caminho da penumbra para as trevas profundas do afastamento do Senhor, a Palavra de Deus nos recomenda a tomarmos um caminho inverso, como recomendado em Provérbios 4.18:
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”
Que o Senhor nos abençoe

O crente “mauricinho”

mauricinho

Filipenses 4.11-13 diz:
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”
Mauricinho, no trato popular, é uma gíria que remete a um jovem ou homem mimados que detestam ser contrariados (também classificado de filhinho de papai), que é bem-posicionado financeiramente (isto é, pode ser rico, mas não o é necessariamente) e é considerado exageradamente arrumado pela forma combinada de se vestir, com o objetivo de chamar a atenção em lugares como festas, recepções, etc.
A malfadada Teologia Neopentecostal com seu triunfalismo, prosperidade e confissão positiva tem criado uma horda de crentes adoecidos, mimados e que não podem ser contrariados, são os “Crentes Mauricinho”.
Quando fazemos uma coerente e racional interpretação do texto acima entendemos que o apóstolo dos gentios soube administrar todas as situações adversas de sua vida cristã.
Paulo nos informa que mesmo em meio às perseguições, na escassez do pão, sofrimentos diversos ou mesmo tendo fartura e vivendo uma fase de abundância, suas convicções sempre estiveram fundamentadas em Jesus Cristo e sua ardente chamada ministerial.
Ele entendia muito bem que quando escolhemos seguir os passos do Mestre, devemos estar prontos a enfrentarmos as contrariedades da vida, que serão muitas e constantes.
Sabia também que nem todas as suas orações receberiam como resposta um “Sim” de Deus, mas que o “Não” do Senhor, ainda que momentaneamente mal recebido e compreendido, redundaria em um “Sim” aos Santos propósitos no futuro. Paulo, só ele sabe, o que é sofrer as dores e aflições de um “Espinho na carne” que o próprio Deus se negou a retirar-lhe.
Seu conforto?
“- A Minha Graça te basta!”
Hoje temos que conviver com o ministério dos crentes “Mauricinho” mimados e “birrentos” que não aceitam um não como resposta dos céus. Se acham no direito de colocar a Deus encurralado no canto da parede, apertar-lhe a garganta e, entorpecidos pela confissão positiva, “decretar” suas petições infantis inconsequentes e egoístas. São filhos mau criados que não conhecem ao Senhor, pois O conhecemos quando lemos a Sua Santa Palavra, coisa que não fazem. Acham que nasceram para brilhar e serem o centro das atenções. Não suportam presenciar o sucesso de alguém que a inveja e o ciúme lhes corrói. Não aceitam ser contrariados, corrigidos ou disciplinados, como adolescentes fazem “biquinho” “charminho” e “mal criação”, basta observar suas postagens na rede social quando lhes são negadas suas vontades. Acham que todo o ministério onde pertencem deve funcionar e girar em torno deles próprios. São os astros que nasceram para estar sempre em visibilidade, sob holofotes. Seus “hinos” favoritos são exatamente aqueles triunfalistas que falam de um “deus” que os exaltam, os mimam e colocam todos os que se levantarem contra eles no pó, de onde nunca deveriam ter saído, e eles, claro, assistirão tudo isso do palco, de onde alegres sentirão uma vingança com sabor de “mel”. Não nasceram para ficarem enfermos, é inaceitável, o Senhor tem que tirar todo o mal de suas vidas!
Pobres miseráveis!
Nosso Senhor não é nosso empregado e muito menos um Pai bajulador de filhos rebeldes e mal criados. Nem toda a enfermidade o Senhor curará, nem toda a dor Ele tirará, nem toda oração que fazemos teremos o “sim” como resposta, simples assim, pois ele é Deus e é Ele quem coordena o processo. Ele é o oleiro e nós o barro e fará em nós e por nós o que Lhe apraz, é o que se diz em Romanos 9.19-20:
“Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”
Aceite você ou não é assim que funciona. Não fomos chamados para o deleite mundano e nem muito menos para a fama, o Evangelho de Jesus nos presenteia com uma Cruz e um viver diário de auto negação, pois, em tudo, é necessário que Ele cresça e nós diminuamos.
Que o Senhor te abençoe.

A crise do analfabetismo bíblico

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Que estamos testemunhando uma crise de desconhecimento Bíblico sem precedentes na história moderna não há dúvida alguma. Basta observar no que os vários televangelistas estão transformando o puro e genuíno Evangelho. É de arrepiar.
O termo “Analfabetismo Bíblico” está diretamente relacionado ao desconhecimento das Santas Escrituras, não à capacidade intelectual do indivíduo.
Analfabetismo Bíblico também deve ser considerado falta de experiência, interpretação e uma vida de acordo com os Santos ensinos. Bem como seu crescimento em conhecimento e graça diante do Senhor, como disse o apóstolo Pedro em 2 Pedro 3.18.
“Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios. Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele a glória agora e eternamente.”
Nunca tivemos na língua portuguesa tantas opções de versões Bíblicas, mas o resultado disto se torna inversamente proporcional àqueles que procuram se aprofundar e se esmerar no conhecimento das Sagradas letras.
Destacando-se as devidas exceções, e graças a Deus por elas, uma grande parte dos crentes demonstram desconhecimento das questões basilares da Bíblia. Muitos a respeitam, outros usam-na como amuletos dentro de carros, em cima de uma mesa em casa, aberta em algum capítulo que atribuem significado místico, e há aqueles que até a reverenciam, mas não a lêem.
Uma pesquisa séria realizada pela Barna Research Group avaliou que na América do Norte 60% dos cristãos não são capazes de mencionar ao menos cinco dos dez mandamentos. Talvez seja exatamente por isso que não conseguem colocar em prática estas mesmas ordenanças, pois não as conhecem. Esta mesma pesquisa destacou que 12% criam que, pasmem, Joana D’Arc era a esposa de Noé. 50% acreditavam que Sodoma e Gomorra eram marido e mulher.
Um assombroso número de evangélicos americanos atribuíram a Billy Graham a autoria do “Sermão do Monte”. Outros não são capazes de citar ao menos os nomes de cinco dos apóstolos de Jesus e nem de identificar qual livro é do Antigo ou Novo Testamento, é lamentável.
Recentemente, em uma seleção de candidatos ao pastorado de uma certa denominação histórica, foi solicitado que um deles abrisse a Bíblia no livro de Sofonias. O presbítero, sem pestanejar, disse: “- O livro solicitado era um texto apócrifo e só seria encontrado na versão da Igreja Católica.”
Este é o contexto que estamos vivendo. Analfabetismo Bíblico em todos os níveis eclesiásticos.
Outro grave erro que ocorre pelo desconhecimento Bíblico é atribuir algumas frases populares como sendo oriundas da Palavra de Deus, tais como:
“- Deus ajuda a quem se ajuda.”
“- Faça por ti que te ajudarei.”
Outra frase bem conhecida, que era vastamente proferida na passagem do milênio:
“- Em mil chegará, mas de dois mil não passará.” Tudo isso seria cômico se não fosse trágico.
Estas igrejas cujos líderes são analfabetos Bíblicos tornar-se-ão incubadoras de cristãos doutrinariamente marginalizados e permeáveis a qualquer tipo de heresia e ensinamento distorcido, Tal é o líder, tal será o povo.
Oséias 4.9 claramente diz:
“Por isso, como é o povo, assim será o sacerdote; e castigá-lo-ei segundo os seus caminhos, e dar-lhe-ei a recompensa das suas obras.”
Podemos citar também a negligência por parte de algumas lideranças com respeito ao ensino Bíblico. Estão substituindo as Escolas Bíblicas, cultos de doutrina e exposição das Santas Escrituras por aquilo que “funciona”, as igrejas estão se transformando em pragmáticos (aquilo que funciona, que dá resultado) centros de entretenimento.
O tempo principal, de primazia, que deveria ser da Palavra, está sendo substituído por “novas estratégias” que enchem os templos: músicas, teatros, danças, capoeira, discoteca gospel, MMA (é o fim!), etc. Estes líderes devem entender que templo cheio não é sinônimo de aprovação de Deus. Existem muitos ministérios que estão inchados, e inchaço não significa saúde, e sim doença.
O profeta Oséias 4.6 nos diz:
“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.”
Tudo no culto deve ser dirigido pela Palavra de Deus, o Deus Trino deve assumir a centralidade de nossa adoração e de nossas reuniões. É em Sua Santa Palavra que aprendemos qual é a Sua Santa vontade e como agradaremos Sua Santa Pessoa. O culto cristão não é baseado em quem oferece, mas em quem O recebe.
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” João 5.39
Nossa probabilidade de acertos está atrelada ao quanto da Palavra lemos e absorvemos. Uma excelente solução de cura para Igrejas adoecidas e anêmicas por falta das Santas Escrituras é o Sermão e ensino expositivos da Bíblia.
Sejamos em todo o tempo saturados e imersos nas Santas Escrituras e seremos livres de todo o engano e manipulação.
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração.” Cl 3.16
“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
Os 6:3

EXISTE DESTINO?

destino

Por: Pr Armando Taranto Neto

Existem três respostas básicas na filosofia que procuram explicar o destino:
O Livre arbítrio (possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante. É a autonomia do homem em ação, bem como sua responsabilidade pelas suas consequências;
O Determinismo (princípio segundo o qual tudo no universo, até mesmo a vontade humana, está submetido a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza, e o sentimento de liberdade não passa de uma ilusão subjetiva.) e
O Indeterminismo (doutrina segundo a qual a vontade é livre e o livre-arbítrio, com o ato que dele resulta, não é de todo, ou não é de modo algum, determinado por, ou, previsível de causas antecedentes.).
Certo é que não somos seres programáveis, o destino não existe, é simplesmente a coluna onde se apoiam os covardes e os que desistiram da vida, é uma invencionice dos acomodados e daqueles que não querem correr riscos e nem deixar a zona de conforto.
É muito fácil atribuir a Deus o resultado de minhas más escolhas e denominar as consequências de minhas tragédias de vida de destino. Tudo não passa de uma bem engendrada trama que crio para fugir do fato que minha vida é de minha responsabilidade. São vários os sinônimos que criamos para esta irresponsabilidade: sina, fatalidade, sorte, azar ou carma ( no hinduísmo e no budismo, lei que afirma a sujeição humana à causalidade moral, de tal forma que toda ação (boa ou má) gera uma reação que retorna com a mesma qualidade e intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura [A transformação pode dar-se em direção ao aperfeiçoamento ( mocsa, o fim do ciclo das reencarnações) ou de forma regressiva (o renascimento como animal, vegetal ou mineral)]).
Como diz Sanderson Moura: “O que sou fui eu quem criei, e o que serei amanhã estou criando hoje. É do hoje que serão feitos muitos amanhãs”.
A Bíblia é muito clara quando afirma que nosso futuro depende das escolhas que fazemos hoje: Deuteronômio 30.16-20
“…Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar….”
Sendo assim, nosso amanhã está inteiramente conectado ao nosso presente. Tal são nossas escolhas hoje, tal será o nosso amanhã, bem como todas as consequências delas. O nosso destino é gerado em nós, como afirma Reiner Rilke: “O destino não vem do exterior para o homem, ele emerge do próprio homem.”
Com relação ao plano da salvação o Senhor Jesus não destinou, ou melhor, pré destinou pessoas para serem salvas e outras não. Ele pré destinou um “Plano” e quem entrar neste “Plano” está pré destinado à salvação.
São nossas escolhas que nos inserem neste plano ou nos excluem dele. A salvação de minha alma e meu arrebatamento na volta do Senhor Jesus dependem de minha aceitação do Seu Santo Evangelho hoje. E, aproveitando a oportunidade, segundo o texto supra citado de Dt 30, foram colocados dois caminhos à nossa frente, o caminho da vida e o caminho da morte, a benção e a maldição, o bem e o mal.
Amado leitor, escolha pois a Vida para que vivas, aceite a Jesus como o seu Salvador e mude o teu destino. Que Deus te abençoe.

O BEZERRO DE OURO NOSSO DE CADA DIA

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Por: Pr Armando Taranto Neto

“…Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.
E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.
E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito…”
Exodo 32.1-4
“…E Moisés perguntou a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado? Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; E eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro…”
Êxodo 32:21-24
O texto acima registra a sexta vez que Moisés sobe ao monte Sinai para um encontro com Jeová. Os sacerdotes, bem como os anciãos de Israel já estavam cientes de que, como das outras vezes, o Senhor, por misericórdia e graça, falaria com o homem e este não morreria. É verdade que o povo escolhido já demonstrara repulsa em ouvir Deus falar, como registrado em Êxodo capitulo 20.18-19: “E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso retirou-se e pôs-se de longe. E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos.”
A “demora” de Moisés em retornar do Sinai trouxe uma enorme inquietação entre os judeus, ao que procuraram o sacerdote Arão para que materializasse os desejos carnais de todos para celebrar uma grande festa em homenagem ao deus que os tirara do Egito. Lembremo-nos que Israel permaneceu quatrocentos e trinta anos na terra dos faraós e tiveram contato e foram imersos em tudo o que concernia a cultura de lá, inclusive a religiosa. Arão, então, mesmo tendo ciência que Deus não pode ser reproduzido, por pressão popular, esculpiu um “deus” exatamente conforme estava acostumado a ver na terra da servidão, um Bezerro de Ouro (Boi Ápis – símbolo da força e da fecundidade, que era cultuado no Egito, nomeadamente em Mênfis, desde a primeira dinastia). Esta divindade era bem conhecida entre os egípcios e seu culto estava ligado a toda a licenciosidade, erotismo, prostituição e lascívia. Para dar um tom de sacralidade Arão a esculpe em ouro puro com o buril. Para produzi-lo ele arrecada os pendentes de ouro que usavam nas orelhas, algo que servia como um artefato de embelezamento, completamente voltado às enfermidades de suas almas idolátricas. Como que se a imagem a ser construída fosse uma projeção de si mesmos.
Quando Moisés retorna ao acampamento e ouve a gritaria e uma multidão dançando nua ao redor da estátua ele fica transtornado, lança as tábuas da Lei por terra e vai questionar seu irmão Arão, o Sumo Sacerdote, o motivo de tamanha loucura.
Arão, com o maior cinismo diz: “E eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.” Êxodo 32.23,24
Por mais que tentemos justificar Arão concluiremos que sua atitude é injustificável. Ele tinha uma grande responsabilidade espiritual diante do povo e fracassa em cumpri-la. Arão jamais poderia ter cedido às pressões dos rebeldes.
Ele mente descaradamente quando diz que jogou os pendentes arrecadados no fogo e, como em um passe de mágica, eles se transformam em um bezerro. Foi Arão quem deu forma ao bezerro, ele simplesmente moldou, exteriorizou aquilo que estava dentro de si. O bezerro sempre esteve interiorizado no Sumo Sacerdote. Estava latente dominando sua alma. O símbolo da lascívia, prostituição, carnalidade, impureza estava alojado dentro do irmão de Moisés e é triste constatar que todas as manifestações de poder de Jeová que ele testemunhara não foram suficientes para tirar Ápis, o Bezerro de Ouro de seu coração. Os sinais que o Senhor fizera no Egito, o Mar Vermelho aberto, a destruição dos exércitos de Faraó, o Maná diário, a nuvem protetora do dia e a coluna de fogo noturna não lhe diziam absolutamente nada.
E hoje temos que conviver com estes mesmos líderes Arões que envergam suas vestimentas de santidade e suas estolas sacerdotais, que celebram das coisas sagradas do Eterno Deus, entretanto são imundas almas perdidas, dominadas por toda a sorte de perversidade e carnalidade, estão possuídos por “Ápis” o Bezerro da luxúria. Mentem, ludibriam e estão muito mais interessados em agradar ao povo do que amargar a obediência ao Senhor e à Sua Santa vontade. “Quando esses homens se juntam a vocês nas festas fraternais da igreja, são manchas malignas no meio de vocês, gargalhando e dando escândalo, comendo gulosamente e empanturrando-se, sem se preocuparem com os outros. São como nuvens sem chuva que o vento carrega sobre a terra seca, prometendo muito mas não realizando nada. São como árvores frutíferas, sem nenhum fruto na ocasião da colheita. Não estão apenas mortos, mas duplamente mortos, pois foram arrancados, com raízes e tudo, para serem queimados. Tudo o que eles deixam atrás de si é vergonha e desonra, como a espuma suja deixada pelas ondas bravias ao longo da praia. Andam vagueando de um lado para outro, parecendo brilhantes como estrelas, mas adiante deles estão a escuridão e as trevas eternas que Deus preparou para eles.” Judas 1.12,13
O povo se inquietou porque Moisés estava demorando.
Jesus é o nosso Moisés. Ele pode estar demorando a voltar para alguns que já começam a se inquietar. Percebemos que em alguns arraiais já estão celebrando ao Bezerro de Ouro com todas as atividades que lhe são comuns. O outro evangelho, aquele maldito (anátema), o do Bezerro de ouro, tem enchido muitas igrejas. Entretanto aqueles que são santos que se santifiquem ainda, quem é justo que faça justiça ainda. Jesus, que há de vir, virá, e não tardará.
No final do episódio Moisés radicaliza: “E tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel.” Êxodo 32.20
Veja que este é o fim de uma vida voltada à idolatria e pecado, a destruição e morte. Moisés destruiu a imagem, dela fez pó, misturou às águas e fez o povo sorvê-la. Em outras palavras, é como que se Deus os fizessem beber de sua própria ira, tal qual acontecerá no final dos tempos : “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. Apocalipse 19:15
Que o Senhor nos guarde de toda a idolatria, pois é relativamente fácil tirar o povo do Egito, a terra do Boi Ápis, mas é muito difícil tirar o Boi Ápis do coração do povo.
Que o Senhor nos abençoe.
Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

O DOM DE LÍNGUAS JÁ CESSOU!

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Bem, foi esta a afirmação absurda que li em um artigo de um amado irmão de uma Igreja tradicional.
Eu sempre gostei daquela iguaria da cozinha paraense que é o Açaí. Aqui no Rio de Janeiro ele é apreciado em uma mistura de xarope de guaraná, morango e mais acréscimos como granola, chocolate granulado, etc. O açaí não é produzido na região sudeste, ele só é encontrado ao norte, sendo assim, chega até nós processado e congelado.
Sempre ouvia os paraenses que moram aqui no Rio dizerem que o sabor deste Açaí que apreciamos aqui não tem nada a ver com o verdadeiro néctar das selvas que é colhido, higienizado e moído na hora lá em Belém. Até o dia que tive a oportunidade de visitar a capital do Pará e fui pessoalmente conferir a verdade sobre o suco da fruta. Realmente, o Açaí do Pará não tem relação nenhuma com aquilo que comemos aqui. Fiquei impressionado
Por mais que eu tente te explicar a diferença jamais conseguirei transmitir minhas sensações, a explosão do sabor exótico por mim jamais experimentado, a sua consistência, aroma, etc. São experiências particulares, subjetivas a terceiros, pois são empíricas (Que faz alusão ao empirismo. Que se apoia exclusivamente na experiência e na observação. Que não se pauta em uma teoria determinada.).
Da mesma forma as coisas espirituais não podem ser explicadas por palavras, pois como bem afirmou o apóstolo Paulo em I Co 2.14 : “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
Em se tratando das Línguas Estranhas deve-se ter em mente que elas foram essencialmente um sinal para Israel de que Deus queria atingir todas as nações com o Seu Evangelho.
Isto fica claro em I Co 14.20-22: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.”
O problema é que nossos irmãos da igreja de Corinto estavam usando e abusando dos dons espirituais, especialmente as Línguas Estranhas, ou Glossolália (do grego γλώσσα, “glóssa” [língua]; λαλώ, “laló” [falar]) é um fenômeno de psiquiatria e de estudos da linguagem, em geral ligado a situações de fervor religioso, em que o indivíduo crê expressar-se em uma língua por ele desconhecida, por ele tida como de origem divina.).
Paulo, então, os exorta a deixarem de ser crianças e pararem com o exibicionismo. O apóstolo ainda os adverte a tornarem-se homens maduros e entenderem o verdadeiro propósito destas línguas. Este fenômeno era o cumprimento da profecia de Isaias capítulo 28.11-12 : “Pelo que, por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o Senhor, a este povo, ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir”.
Estas línguas eram um sinal aos descrentes judeus, isto é, judeus que ainda estavam perdidos por não haverem crido e nem recebido a Jesus como o Messias prometido, o Cristo, o Senhor deles, o Salvador e Deus deles, bem como os outros judeus que creram e foram salvos, mas não criam na salvação dos gentios e nem que o Senhor estava chamando a todas as nações do mundo para formar um corpo espiritual, a Igreja, formada por judeus e gentios. “…Este povo…” em Isaias 28 é uma referência à nação judaica.
Hoje as línguas continuam servindo ainda como um sinal sobrenatural àqueles que não creem.
Dizer que não há mais lugar para esta manifestação em nossos dias é comum a todos aqueles que nunca tiveram esta experiência sobrenatural do Espírito Santo. Eles jamais entenderão toda a complexidade e sensações que nos aquece o coração enchendo-nos da Graça Eterna do Pai que nos faz explodir em Línguas Estranhas. É empírico, é fenomenal, não existe nenhum paralelo terreno.
É praticamente impossível alguém que foi agraciado com o Batismo com o Espírito Santo não se manifestar em Línguas Estranhas, (tanto que esta é uma evidencia Daquele) quando sentindo a presença do Senhor, ou mesmo quando em tribulação sente o refrigério do Espírito Santo de Deus. [Já estou com vontade de falar em línguas aqui enquanto escrevo …]
Concordo que em muitos lugares crentes meninos continuam a abusar deste dom, trazendo escândalos. Entretanto, nossos amados irmãos tradicionais ou descrentes precisam tomar muito cuidado para que suas observações infundadas e maculadas de radicalismos não os conduza à blasfêmia contra o Espírito Santo de Deus (palavra, expressão ou afirmação que insulta ou ofende o que é considerado digno de respeito ou reverência; atribuir ao diabo atividades sabidamente oriundas do Espirito Santo de Deus).
Amado irmão, o Senhor nos chamou à liberdade, mas não abusemos de nossa liberdade para dar lugar à carne. Ore em línguas, fale em línguas e que haja interpretação para a edificação dos irmãos. Não deixemos que as vozes deste mundo impeçam a operação de Deus em nossas vidas.
Bem disse o filósofo Aristóteles: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.”
ZAMBE APAMBOLA IO, ( ups… não é Língua Estranha não, significa : Que Deus te abençoe – Dialeto Lingala – Rep. Congo e Angola – África)

ROBOÃO, O CRENTE DE BRONZE

Por: Pr Armando Taranto Neto

Escudo de Bronze Celestial (1)

Em I Reis 14. 22-28 está escrito:
“E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram. Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Aserá sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde. Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém. E tomou os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei. E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda.”
Uma vez mais nos deparamos com um trágico fato ocorrido na história dos Reis de Israel.
Salomão havia morrido e quem o substitui é seu filho Roboão (Signif. Heb. “Aquele que faz o povo aumentar”). O governo de Salomão foi marcado por opressão ao povo bem como a instituição de uma insuportável cobrança de impostos.
Quando a nação se reuniu em Siquém para fazê-lo rei, aproveitaram para lhe pedir abrandamento nas taxas e no tratamento com o povo, pois fazendo assim ganharia o coração de todos os governados. Infelizmente Roboão rejeitou o sábio conselho dos mais velhos e preferiu colocar adiante as demandas de seus amigos de infância, ou seja, superar a opressão de seu pai e esfolar ao máximo o já sofrido povo. Esta escolha lhe custou a divisão de toda a Nação de Israel em dois reinos. Jeroboão arregimentou dez tribos e estabeleceu-se ao norte de Jerusalém, em Samaria, quanto a Roboão, lhe coube duas tribos restantes, Judá e Benjamim com sede em Jerusalém.
Seu governo ficou marcado por licenciosidade, abominação, perversão, idolatria e tudo o mais que se pode imaginar de desvio consciente da vontade do Senhor e de Sua santa Lei.
Estabeleceu postes ídolos nos lugares altos. Estes monumentos tinham a forma fálica (forma de um pênis) e era administrado por prostitutos cultuais que, supostamente em transe, mantinham relações sexuais com os ofertantes. Até que chega o basta de Deus e então envia a disciplina através de Sisaque, o Faraó do Egito, que invade o reino do sul e destrói uma grande parte da cidade, rouba toda a riqueza da casa do Senhor e também leva os escudos de ouro que Salomão havia feito. Duzentos escudos grandes pesando 3,6Kg de ouro puro e trezentos escudos pequenos pesando 1,8 Kg de ouro puro, um valor aproximado hoje em R$ 181.440.000,00 (próximo a cento e oitenta e dois milhões de reais).
Estes escudos eram colocados em um Palácio do Bosque no Líbano conforme nos informa I Reis 10.16,17: “Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro destinou para cada pavês; Fez também trezentos escudos de ouro batido; três arráteis de ouro destinou para cada escudo; e o rei os pôs na casa do bosque do Líbano.”
Eles eram empunhados por soldados do reino de Salomão na entrada do palácio e ficavam perfilados em duas colunas. O sol refletia no corpo polido do escudo e criava uma visão fenomenal. O rei, então passava no meio dos escudos brilhantes.
Como Sisaque roubara os escudos de ouro, Roboão queria dar continuidade ao cerimonial, resolveu então que se fizessem escudos no mesmo formato, só que de um material extremamente inferior, o bronze.
Quando leio esta história o Espírito Santo de Deus me leva à compreensão de algumas verdades.
Tudo o que temos recebido do Pai, nossa salvação, nossos talentos, nosso ministério, etc; tudo chega até nós como “Ouro Puro”. Seja qual for a dimensão ou projeção Ministerial que temos é ouro puro. Só que para a nossa infelicidade o inimigo de nossas almas quer transformar a preciosidade de nosso ouro em mero bronze barato.
Um sintoma de quem se transformou em bronze é quando não sente mais a mesma paixão em fazer a Obra do Senhor; quando só coloco em prática meus talentos quando sei que esta ação reverterá em ajuda financeira; quando posso fazer o melhor, ofertar o melhor, cooperar com mais dedicação, mas só dedico o bronze. Entendo que posso ter uma vida mais santificada, mais separada do pecado, todavia continuo com um pé na igreja e outro no mundo de devassidão
Roboão sabia que o ouro precioso já não existia, entretanto dia após dia repetia a cerimônia do auto engano com escudos baratos que constantemente precisavam ser polidos.
O bronze tem a particularidade de criar uma crosta esverdeada chamada azinhavre, que é uma oxidação natural do material. Este azinhavre se for ingerido pode matar, pois é venenoso. Assim também é todo aquele que se tornou um crente de bronze, um líder de bronze, passa a ser envenenado. Seus pensamentos são venenosos, seus olhos, seus pés, suas mãos, sua mente, enfim, está “azinhavrado”.
Meu amado irmão, o Senhor nos tem chamado para um ministério de Ouro Puro, sem contaminação das coisas deste mundo. Sejamos vigilantes para não sermos coparticipantes de uma vida de engano e frustração como Roboão, o crente de Bronze.
Não importa qual seja o tamanho de seu escudo de ouro, o que interessa é que nele seja refletida a magnífica glória do Senhor.
Que o Senhor te abençoe.

O MINISTÉRIO HOFNI E FINÉIAS

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Por: Pr Armando Taranto Neto

Em I Sm 2. 22-25 está escrito:

“22 – Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 23 – E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. 24 – Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR. 25 – Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.”

O tempo havia passado para o Sumo Sacerdote Eli, estava já idoso, praticamente cego e obeso, o que lhe trazia muitas dificuldades para cumprir o seu ofício. Pela Lei, Eli deveria ser substituído por um de seus filhos para, então, dar sequência à herança sacerdotal.
Infelizmente havia um grave problema na questão sucessória, por causa de sua negligência como pai, seus dois filhos se tornaram totalmente reprováveis diante de Deus e de todo o povo.
Os filhos de Eli, Hofni (Heb. Pugilista) e Finéias (Heb. Mouro, escuro) haviam sido criados no ambiente do Tabernáculo, ou seja, desde a mais tenra idade eles tinham um contato constante com o lugar Sagrado bem como os objetos e os sacrifícios Sagrados do Senhor. Com o passar do tempo, por falta de uma interferência disciplinar de Eli, os dois foram se “acostumando” com o Sagrado, perderam o temor a Deus, a ponto de tornarem-se abomináveis ao Senhor, que os queria matar.
Havia uma parte do sacrifício de animais que os sacerdotes, pela Lei, podiam participar, após ser a carne assada, entretanto, como haviam perdido o temor a Jeová, os filhos de Eli ordenavam aos que estavam queimando o holocausto no altar que lhes dessem da parte que não lhes cabia e, pior, preferiam-na quase crua.
Como se não bastasse esta atitude reprovável, os dois rapazes não se importavam de marcar encontros íntimos na porta do Tabernáculo com as prostitutas, que em bandos, se aglomeravam na porta do lugar Santo. Eram mulherengos, perversos e se deitavam com as candidatas, quem sabe, no próprio pátio da Tenda.
Eli, sabendo dos atos perversos de seus filhos nada mais fez a não ser repreendê-los brandamente.
Hoje em dia não é nada diferente, alguns filhos mimados de pastores que se acham acima de qualquer determinação Bíblica ou doutrinária estão no mesmo caminho de Hofni e Finéias. “Acostumados ao Sagrado”, os vemos usando e abusando das prerrogativas de serem filhos dos “Elis” da atualidade que, uma vez sabendo da atitude nefasta de seus filhos, nada fazem. O caso se agrava quando, irados, estes pastores dão início a perseguições a todos que, na boa fé de resguardar a igreja, denunciam sua prole perversa.
Uma grande parte destes abomináveis filhos de Belial vivem de sessões pornográficas, adulterando, se utilizando dos bens da igreja em benefício próprio, corrompendo, pervertendo o juízo e, como perdulários, vagabundos e desocupados que são, metem a mão no gazofilácio (local, em um templo, em que eram recolhidos e conservados os vasos e as oferendas.) para financiar suas orgias. Às vezes dentro das dependências da própria igreja.
Não dá para entender se seus pais estão cegos ou se fazem de cego. Em outras situações os “Hofni e Finéias” não são propriamente os filhos, mas aqueles membros que nunca querem se converter, dar o exemplo, pagar o preço de uma nova vida de renúncia no Evangelho de Jesus. Continuam sabidamente em pecado, são adúlteros, espancadores, roubadores e mentirosos, porém suas ofertas são altas demais para repreendê-los. Enquanto houver picanha mal passada para o “obeso” sacerdote Eli ele vai fazendo “vista grossa”, fingindo que não vê e tudo bem.
Só que a história de Hofni e Finéias teve um trágico fim, os dois foram mortos no mesmo dia pelo Senhor e o fruto que deixaram foi o filho de Finéias, que nasceu no dia da morte do pai e da mãe logo após vir ao mundo, seu nome era “Icabode, ou Icabô” que significa: foi-se a glória de Israel.
Talvez seja exatamente por isso que em muitos redutos ditos “cristãos” há muito já não se detecta a manifestação do Senhor, a glória já se foi.
Aos relapsos sacerdotes “Elis” de plantão deixo uma reflexão da Palavra de Deus ISm 2. 29,30, corrigi a vossa casa enquanto ainda há tempo:
Por que pisastes o meu sacrifício e a minha oferta de alimentos, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel? Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados.
Quem tem ouvidos que ouça.

ESTUDO ESCATOLOGIA III

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O MILÊNIO

Índice
1. Que é o milênio?
2. Quando será o milênio?
3. Como será o milênio?
4. Para quem será o milênio?
5. Como e onde estará a igreja no milênio?
6. Que sucederá às nações no milênio?

QUADRO CRONOLÓGICO COMPLETO DOS EVENTOS ESCATOLÓGICOS

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O Autor
João de Oliveira nasceu no dia 24 de agosto de 1911, em Rio dos índios, Estado do Rio de Janeiro. Era filho de Joaquim Antônio de Oliveira e de Ana Ferreira de Oliveira, uma crente fiel. Aos 20 anos de idade e já bancário, João de Oliveira aceitou Cristo como seu Salvador em janeiro de 1931 e, em março do mesmo ano, recebeu o batismo com o Espírito Santo. Onze dias após, foi batizado em águas pelo missionário Gunnar Vingren, que era o pastor da Assembléia de Deus de São Cristóvão, que então funcionava em salão alugado na Rua Figueira de Mello.
O irmão João de Oliveira era exímio clarinetista e violinista, e participava da banda de música da igreja, cooperando também nas pregações, nos cultos ao ar livre. Nesse tempo sentiu a chamada de Deus para o santo ministério. A 19 de dezembro de 1937 foi consagrado pastor, e a 2 de abril do ano seguinte contraiu matrimônio com Dulce Fabiano, que foi sua fiel ajudadora durante mais de 40 anos. Da feliz união, nasceram vários filhos. No seu longo ministério, pastoreou várias igrejas, entre as quais a Assembléia de Deus em Salvador, Bahia, da qual foi co-pastor; a de Uberaba (por duas vezes), a de Itajubá (por duas vezes) e a de Ouro Fino, todas em Minas Gerais; a de Cravinhos, Ribeirão Preto (por duas vezes), a de Catanduva, a de Marüia, e a de Pindamonhangaba (esta também por duas vezes), no Estado de São Paulo.
Teólogo que era, encaminhou vários filhos na fé, que hoje são pastores. Foi doutor na Palavra, e ensinador emérito, além de sincero conselheiro. Vivia o que pregava, como um dos grandes servos de Deus. Embora bem sucedido nas igrejas que pastoreou, sentiu que Deus o queria especialmente no ministério do ensino, por isso passou a dedicar-se exclusivamente a ele, atendendo sempre aos inúmeros chamados que as igrejas em todo o Brasil lhe faziam, para ministrar a Palavra.
Durante 20 anos consecutivos, foi um dos comentadores das Lições Bíblicas para Jovens e Adultos, para as Escolas Dominicais. Como teólogo foi um dos fundadores do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Pindamonhangaba, no qual lecionou durante quase 20 anos.
Além de colaborar com artigos doutrinários para os periódicos da CPAD, escreveu vários livros: “Mordomia Cristã, o Dízimo”, “Sê tu uma bênção”, “Confronto Doutrinário”, “O Milênio” e o “Apocalipse”.
Em 1966, quando pastoreava a igreja em Pinda, sofreu trombose cerebral, que agora se repetiu provocando o desenlace. Conforme testemunho médico, quando sofreu a primeira trombose faleceu, mas o missionário J.P.Kolenda, que o foi visitar, orou, pedindo ao Senhor que concedesse ao pastor João de Oliveira mais anos de vida, a fim de que pudesse cuidar dos filhos ainda pequenos. O Senhor ouviu a oração e restaurou-lhe a vida. Todavia, o pastor João durante as horas em que esteve morto, foi ao Paraíso, onde viu muitas coisas, das quais falava ás igrejas, e por fim gravou um LP com o título “Maravilhas que o Senhor me Mostrou”. É um testemunho extraordinário.
Atendendo ao convite do pastor Sebastião Rodrigues, da Assembléia de Deus em Cuiabá, Mato Grosso, dirigiu seu último estudo da Palavra de Deus por ocasião da Escola Bíblica comemorativa do aniversário do templo daquela igreja, realizada em 1980, pois faleceu a 9 de julho daquele mesmo ano, vitimado por uma trombose cerebral. Foi sepultado em Pindamonhangaba, de acordo com o desejo que em vida manifestara. Dele disse o pastor Túlio Barros Ferreira, do Rio de Janeiro: “João de Oliveira deixa uma grande lacuna, porque ele foi um dos maiores ensinadores que tivemos, um verdadeiro mestre, segundo Efésios 4.11. Homem humilde, ele exerceu nas Assembléias de Deus um ministério profícuo.”
João Pereira de Andrade e Silva

1- Que é o Milênio?
No Milênio, Cristo estabelecerá seu domínio na terra, nos céus e nos mares. Será um tempo sem precedentes na história da humanidade.

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Constantemente ouve-se entre os crentes esta interrogação: – Que é o Milênio? -Realmente, existem interpretações que são amontoados de erros doutrinários; que fazem do Milênio uma verdadeira aberração. Uns fazem dele um “Reino” especial, tomando como partida os 144 mil, AP 14.1; 7.1, mas esses pertencem às tribos de Israel, os quais serão selados para dias especiais, AP 7.4,5. Outros há que já estão formando um reino aqui na terra, como os mórmons.
– Que é o Milênio? – O Milênio é um período de mil anos, predito pelos profetas como sendo o reinado Messiânico, ou seja, o reinado do céu estabelecido na terra,inaugurando uma nova era espiritual, a sétima dispensação, um tempo probatório, especialmente para os que nascerem na época dourada em que Satanás estiver preso. O Milênio não é o fim nem a consumação de todas as coisas, como alguns supõem, mas um tempo de provação e de preparação para o desfecho completo da obra de Deus, quando então o Senhor Jesus, depois de dominar todas as coisas, entregará o reino ao Pai, lCo 15.24-28.
Há nas Escrituras uma infinidade de textos referentes ao Milênio. Um dos primeiros, embora seja muito usado, não encontramos nele a palavra Milênio, mas seu sentido profético fala de um tempo em que Cristo reinará na casa de Judá, Gn 49.10: “Não se apartará de Judá o cetro, nem a vara de comando de entre seus pés, até que venha Aquele (Cristo) de quem ele é, e a esse obedecerão os povos”, (VB). Aqui vemos a predição da vinda e do estabelecimento do reino Messiânico. Ao Senhor Jesus, como rei de Judá, com a vara de comando, que fala de seu governo de poder e de autoridade, todos os povos hão de obedecer.
Quando Deus criou o homem colocou sob seu domínio os peixes, os répteis, as aves e todos os monstros, Gn 1.26. Infelizmente, por causa do pecado, o homem perdeu esse domínio, embora tenha pretendido sempre, com força bruta, dominar sobre a terra. Deus, ao criar o homem, dotou-o de faculdades instintivas, além da razão e tirocínio psicológico. Criou-o capaz de viver uma vida espiritual segundo o plano do seu Criador. No entanto, o pecado deturpou a criatura feita à semelhança do Criador, Gn 1.26, reduzindo-a a um ser inferior, como nos diz Pedro: “Mas estes, como animais sem razão”, 2Pe 2.12. O propósito divino foi criar um ser capaz de governar a terra e de povoá-la, um ser que recebesse, para o exercício do seu domínio, a bênção de Deus, Gn 1.28. Como seria o globo terráqueo se Adão não tivesse transgredido as ordens de Deus?! Por certo continuaria sendo um paraíso. Seria o reino dos céus implantado em toda a natureza – esse era o plano do Altíssimo. Com isso, poderíamos ver na terra formosa os homens vestidos de roupagens luminosas, as vestes espirituais dos entes celestes. Como Deus, que é coberto de luz como de um manto, nós seríamos revestidos, SI 104.2. Quando Elias subiu ao céu, deixou suas vestes naturais para receber as espirituais, vestes permanentes, 2Rs 2.13. Os arqueólogos descobrem os milhões de anos e vão à fantástica era arqueozônica; isto equivale dizer que vão além de milhões de anos. Entretanto, o Sagrado Livro diz somente: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, Gn 1.1. Se a terra existe há milhões de anos, encontramos na Bíblia “No princípio…” Esse princípio é indefinível pelo saber humano. É possível que durante o período caótico, a terra toda fosse verdadeiro paraíso, tendo como governador aquela criatura que se elevou contra o próprio Criador, Is 14.12-17; Ez 28.11-18 onde vemos tudo perfeito, belo e maravilhoso.
Lúcifer, que significa portador de luz, naturalmente fora criado para serviços especiais. Em Isaías 14 e Ezequiel 28.11-18 onde vemos tudo perfeito, belo e maravilhoso.
Lúcifer, que significa portador de luz, naturalmente fora criado para serviços especiais. Em Is 14 e Ezequiel 28 ele é, segundo a lei da dupla referência, como um homem, quer como rei babilônico, quer como rei de Tiro. Por esses dois textos podemos compreender que, com sua queda, Satanás mergulhou nas trevas por muitos séculos, Gn 1.2. E, quando Deus deu forma ao vazio da terra, criou um jardim aprazível, de onde deveria sair a palavra de ordem e de domínio. Éden seria o centro do governo, com toda a riqueza e esplendor, e Adão seria o governador de toda a terra, Gn 1.27. Com a queda de Adão, até o próprio Éden foi destruído e desfeito. Vemos agora um ser humilhado, envergonhado e expulso do seu lugar; sujeito também a todas as vicissitudes.
O homem passou a ser igual a Deus, mas no sentido inverso, pois sabia a ciência do bem e do mal, mas não tinha domínio espiritual, Gn 3.22. Começou então uma série de mudanças sucessivas nas dispensações: estava o homem agora sob o domínio da consciência, no que falhou. Veio a dispensação do governo humano; também nesta o homem falhou. Veio a da lei, com poder e autoridade, mas ainda houve falha por parte do homem. Então Deus propôs uma dispensação graciosa, com domínios especiais, pondo de lado os delitos que haviam sido cometidos no passado, sob a tolerância de Deus, Rm 3.25. Ainda na graça os homens têm falhado, embora cercados de misericórdia pela obra redentora do Calvário, Ef 1.7.
Mas a dispensação da graça, com todos os seus recursos, está no seu término, quando haverá um período de transição conhecido como os “tempos do Apocalipse”, tempo da angústia de Jacó, Jr 30.7, quando Deus se volta para tratar diretamente com os judeus. E, após esse período, também chamado a Grande Tribulação, será implantado o reino Messiânico, dispensação milenar, ou, ainda, o reino do céu. Será um tempo sem precedentes na história da humanidade. Satanás será preso, e as hostes espirituais nas regiões celestes serão aniquiladas. Cristo estabelecerá seu domínio na terra, nos céus e nos mares – no universo, AP 11.15; 20.4. Nesse tempo os homens estarão plenamente conscientes da glória de Deus manifestada nos céus, Is 59.19; Ef 1.21-23; Cl 1.16.
Deus escolherá a Palestina como centro de governo. Os males que assolam a humanidade serão banidos da terra, tais como enfermidades, e crueldades dos homens e dos animais, Is 11.6-9; 35.5,6. A terra será de uma fertilidade nunca vista – um jardim bem regado, Is 35.1,2; Jr 31.12. Os homens voltarão à antiga longevidade; terão seus dias como as árvores, Is 65.22. Haverá nascimentos em profusão durante o Milênio, Zc 8.5. Muitos se converterão ao Senhor, e os apetrechos de guerra serão mudados em ferramentas agrícolas, Is 2.4; Mq 4.3. Haverá salvação pelo conhecimento do Senhor e pelo juízo do Altíssimo, como está escrito: “Eis que salvarei o meu povo…”, Zc 8.7; Sf 3.19.
O conhecimento de Deus durante o Milênio será em toda a sua plenitude, Is 11.9. Os judeus serão tão importantes naquela época que muitos gentios desejarão ter o nome deles como tutela espiritual, Is 4.1; Zc 8.23. Os embaixadores de todas as nações irão a Israel, a fim de tributar-lhe honras, por causa da magnífica glória do Senhor que existirá em Jerusalém, Is 2.3;45.14; 55.5; Zc 8.21,22; Ap 21.24,26.
Em nossos dias muitos vão em viagem de turismo à Europa, Ásia e América etc, mas no Milênio irão a Jerusalém, a fim de receberem instruções espirituais, Is 2; Mq 4. Poderíamos citar inúmeros textos para provar que o Milênio será um reinado com base e feições materiais, muito embora haja, então, pleno domínio espiritual, porque o Milênio consiste em plantar, comer, beber, viver em prazer santo, e em adorar o Senhor.
Entretanto haverá um povo que durante o Milênio estará envolvido em glória e não sujeito a forças físicas da natureza, pois os seus corpos serão como os dos anjos nos céus, Lc 20.36-50. Eles estarão em corpos glorificados. Esse assunto, porém, reservaremos para o capítulo V. O Milênio será um tempo em que Deus vai, mais uma vez, provar os homens e realizar obras maravilhosas sobre a terra, as quais farão reunir os ouvidos. Nessa época serão estabelecidas a justiça e a paz divinas, e a ordem no cosmo.
O Senhor Jesus será contra os terríveis vendavais e furacões, Is 32.2. Enfim, todas as coisas que assolam a humanidade serão dominadas por Ele. O céu será mais claro de dia, e as noites menos escuras, pois o sol brilhará sete vezes mais, e a lua será como o sol, e as estrelas refulgirão com mais intensidade, ls 30.26. Sobre a cidade de Jerusalém haverá um resplendor de glória, Is 4.4-6.
Na parousia isto é, na manifestação do Senhor Jesus em glória, os ímpios serão consumidos pelo terror, especialmente os que aderiram à Besta. Durante o Milênio os tais estarão recebendo o seu pagamento, com os seus chefes, Ap 19.19-21. Muitos hão de se converter ao Senhor e a Ele se submeterão por medo e terror, depois serão provados, Ap 20.7-9. “Porque Jeová é o nosso juiz, Jeová é o nosso legislador, Jeová é o nosso rei, Ele nos salvará”, ls 33.22. Esse texto faz referência ao reino Messiânico. Diz mais Isaías falando sobre o Milênio: “… até que saia a sua justiça como um resplendor, a sua salvação como uma tocha acesa…”, Is 62.1.

Está provado pelas Escrituras que a salvação será estabelecida, não por graça, pois a dispensação da graça já terá passado, mas se salvarão pelo conhecimento do Senhor e pela sua glória, Jr 31.33,34. Para o reino Messiânico encontramos nas Escrituras palavras como: perdão, salvação, cura, redenção etc, ls 45.17; 33.24.

O reino milenar não é tal como o definido pelas “testemunhas” de Jeová, pois a Escritura apresenta o reino de Jeová como messiânico. O reino de Jeová é teocrático, isto é, nele é Deus quem governa e governa em todos os setores, e sobre todos os reinos. ‘Governa física, moral, social e espiritualmente. A previsão do reino do Senhor é encontrada direta ou indiretamente em toda a Escritura, especialmente nos Salmos e nos Profetas. Quem examinar este assunto nos citados livros, principalmente no do profeta Isaías, que é o profeta messiânico ou o evangelista do Velho Testamento, encontrará centenas de textos referentes ao Milênio ou reinado de Cristo.

Nessa época Jerusalém será vista em glória como a cidade celestial, Is 2.2-5; Ap 21.10; 22.25. Em Jerusalém haverá uma espécie de dossel (sobrecéu) da Jerusalém terrestre. Is 4.5,6; Ap 20.4,6. O profeta Jeremias nos diz: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; como rei, reinará; procederá sabiamente e executará juízo e justiça na aterra; nos seus dias será salvo Judá e Israel habitará seguro, Jr 23.5.
Como já foi dito, pelo conhecimento da glória do Senhor muitos serão salvos e converterão até os instrumentos bélicos em ferramentas de utilidade agrícola., A mudança se verificará nas águas, Ez 47.6-12, na terra com lavoura produtiva, Is 30.23, etc, nos animais, que se tornarão mansos, Is 65.25, e entre os homens haverá paz e entendimento espiritual, Is 60.21; 65.19; 66.12; 55.12. Naquela época o Espírito Santo escreverá as leis de Deus no coração do povo. Os que estão num corpo físico sujeito às leis naturais, gozarão da presença de Deus, Hb 8.10; Zc 14.9.
No Milênio Israel estará de posse de todo o seu território prometido por Deus a Abraão que nunca chegou a ser conquistado. “Os mansos herdarão a terra”, Mt 5.5; SI 37.11. Essa promessa é feita a Israel, ainda que os gentios possam usufruí-la também. Nem mesmo no reinado de Salomão, quando Israel teve a sua maior extensão, não chegou a ocupar todo o território prometido por Deus a Abraão. O Milênio será um tempo glorioso, quando haverá bênçãos especiais, e será estabelecida a glória de Israel em toda a sua plenitude, Dn 12.12. Todos os que alcançarem materialmente o reino milenar gozarão de saúde, felicidade e paz, com a presença do Senhor. Aí Deus se manifestará como “Jeová-Shama”, que quer dizer: O Senhor está ali. Que Deus nos ajude a participar das gloriosas bênçãos em nome do Senhor Jesus.

2 – Quando será o Milênio?
Logo depois da Grande Tribulação e de se cumprirem todos os acontecimentos preditos para a 70ª Semana profética de Daniel, Jesus descerá sobre o Monte das Oliveiras e inaugurará o seu reinado na Terra

A pergunta do texto nós a ouvimos constantemente: em nossas palestras diárias, em nossas Escolas Dominicais e mesmo por correspondência. Há os que materializam tanto o Milênio que este chega a perder o sabor espiritual; outros há que o espiritualizam tanto que o alvo doutrinário torna-se em miragem. O Milênio, reino dos céus ou reinado de Cristo são palavras usadas para expressar o período dispensacional. Há também os que, com grande número de citações bíblicas, torcem a doutrina e invertem os papéis, não dando o verdadeiro lugar à revelação bíblica sobre o assunto. Devemos ter cuidado para que os inúmeros textos referentes aos judeus não se confundam com os que se referem aos gentios.
Este capítulo pergunta: – Quando será o Milênio? Respondemos: O Milênio se dará depois da setuagésima semana de Daniel, ou seja, depois da Grande Tribulação, que é o período conhecido como a angústia _de Jacó, Jr 30.7. Daniel, ao interpretar o sonho do rei Nabucodonosor, viu a pedra sem mãos rolando dos altos, vindo a bater na magnífica estátua. Isso acontecerá justamente quando o Anticristo estiver no seu apogeu de glória. Dar-se-á no segundo advento de Cristo, rio qual haverá duas fases. Na primeira Ele virá buscar os seus, a Igreja, composta dos crentes já falecidos e dos militantes. Aqueles serão ressuscitados e estes arrebatados, Mt 24.41; lTs 4.16,17; Ap 3.10. Há outros textos que confirmam este ponto doutrinário.
Na segunda fase, isto é, após o arrebatamento e a ressurreição dos santos, como a respeito já foram citados alguns versos, haverá um período de falsa paz, lTs 5.3; quando os homens andarão dizendo: “Há paz e segurança”. Segundo esse texto, podemos crer que no abrir do primeiro selo, Ap 6.10, haverá um tempo de falsa paz e de falsa segurança., Não confundamos esse cavaleiro do primeiro selo com o do capítulo 19 do mesmo livro. Muito embora haja os que interpretam que o cavaleiro branco do primeiro selo é o triunfo do evangelho após o rapto da Igreja, isso não é correto.

Muitos vão aderir ao Anticristo, aceitando-o como mediador e conselheiro espiritual, como está escrito: “Ele (o Anticristo) fará um concerto com muitos por uma semana (sete anos) e, na metade da semana (três anos e meio), fará cessar o sacrifício e a oblação”, Dn 9.27. Certamente é nessa época que haverá um tempo de falsa paz. O Senhor, instruindo seus discípulos, disse: “Logo depois da aflição daqueles dias o sol escurecerá… “Logo depois daqueles dias” quer dizer que o Milênio será depois da Grande Tribulação, no fim, quando se dará a guerra do Armagedom, então o Senhor porá seus pés no Monte das Oliveiras, Zc 14.4 e aparecerá em glória, Mt 24.30. Isso concorda com Ap 19.11, quando o Senhor descerá do céu com seus santos para ser glorificado, 2 Ts 1.10, e destruir os poderes do Anticristo com o sopro de sua boca, 2Ts 2.8.
Antes de Cristo estabelecer o seu reino, haverá um período de preparação, como é predito por Daniel. Esse período é de duas mil e trezentas tardes e manhãs; é o período que vai da quebra do concerto até o Milênio, Dn 8.14. Devemos comparar este verso com 12.12 do mesmo livro, o qual diz: “Bem-aventurado é o que espera e chega aos mil trezentos e sessenta e cinco dias.” Isso naturalmente se refere aos que esperavam ver o reino milenar, o estabelecimento do reino dos céus e o julgamento das nações, Mt 25.31. Com isso, a pergunta está respondida, pois o Milênio só será estabelecido depois da Grande Tribulação, com a volta de Cristo, como foi anunciado pelos anjos, At 1.11.
Houve um período na história eclesiástica que muitos julgaram ser a época do Milênio. Essa época foi especialmente a dos séculos VI a XVI, quando parecia que a Igreja estava com todos os poderes sobre os governadores e reis da terra. Mas foi, antes, a época do obscurantismo. Uns têm a idéia de que no Milênio serão feitas diversas reformas, como a agrária e outras, tudo num melhoramento sucessivo. Há, ainda, os que julgam que o Milênio será nos céus, e que Satanás andará na terra sobre corpos mortos. Assim pensam interpretando mal Is 66.22-24. Essas doutrinas não passam de um amontoado de deturpações da palavra Milênio.
Paulo diz: “Convém que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés, e a morte será o último a ser destruído, lCo 15.25,26. Isso se dará no fim do Milênio, quando Satanás for solto e sair a seduzir as nações contra Israel, o povo santo, e contra a cidade amada. Primeiramente o Senhor descerá do céu e batalhará contra a Besta e o Falso Profeta, 2Ts 2.8; Ap 19.11-20. Então Satanás, nessa época, será aprisionado, Ap 20.1,2. Mil anos depois será culminado o plano de Deus, Ap 20.7-10. O Armagedom será uma batalha terrível, quando sangue será derramado sem precedência na história, Ap 14.20; 16.16; 19.10; Jl 3.12-14. Que o Senhor nos dê graça para, nessa época, estarmos na glorificação do Senhor! Amém.

3 – Como será o Milênio?
Mil anos de paz e justiça sobre uma Terra restaurada, totalmente liberta da poluição, do ódio e de todos os terríveis efeitos do pecado.

Já temos, em parte, respondido a pergunta do título, entretanto, o pensamento doutrinário a respeito traçaremos aqui, expondo alguns pensamentos de acordo com a Palavra de Deus. Na primeira parte apresentamos o Milênio do lado material e físico, embora glorioso; desejamos agora descrever como será o Milênio de acordo com a visão profética. Apesar de ser essa dispensação um período probatório para as criaturas, é conhecida como o reino de Davi (constituído com promessas feitas a Davi) e nela, diz a Escritura: “… será estabelecido para sempre o teu trono”, Lc 1.32,33,69,70. Os profetas tiveram visões com respeito ao futuro de Israel e alguns viram a glória, o “shekinah” de Deus sobre as alturas dos montes de Sião. Gostaríamos de citar todas as referências sobre esse tão importante assunto, mas temos de nos limitar, para podermos concluir o pensamento. O apóstolo João viu a cidade, a Nova Jerusalém descendo dos céus com tal esplendor que deslumbra os mortais, Ap 21.10 etc. Ele nota que a cidade desce, mas não toca à terra, Ap 21.2. Enquanto os profetas viram a glória dessa cidade sobre os montes de Sião, Jerusalém terrestre, João vê a da Jerusalém celeste, dizendo: “As nações caminharão na sua luz…”, Ap 21.24; naturalmente as nações que ficarem após a grande tribulação. Assim, notamos, segundo a Palavra de Deus, duas cidades: a terrestre e a celeste. Uma está embaixo e a outra nos ares, com muita glória. Naqueles dias sairá a palavra de ordem de Sião (a cidade celeste), e será anunciada em Jerusalém terrestre, Is 2.3. Quanto ao tamanho da cidade celeste, é impossível descrever com algarismos de matemática. A cidade será imensurável! Vejamos: 12 mil estádios multiplicados por 185, e o resultado elevado à terceira potência, dará a medida cúbica da cidade: dez bilhões, novecentos e quarenta e um milhões e quarenta e oito mil quilômetros.
Mas esse número é ainda pequeno para calcular o que, em realidade, são as grandezas do Altíssimo, e a maravilhosa cidade Celestial! Foi certo o que Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas…”, Jo 14.2. Note bem: há moradas preparadas.
Durante o Milênio, a glória de Deus será manifestada de um modo imprevisto, pois, segundo Isaías, durante aquela dispensação a cidade Celestial iluminará com glória a cidade de Jerusalém terrestre, tal como sucedeu com Israel no deserto, quando uma nuvem de glória os acompanhou, guiando-os até a terra prometida, dando sombra de dia, e luz de noite, Ex 14.19,20; 40.34-36. Isaías descreve algo sobre isso quando diz: “Então a lua se confundirá e o sol se envergonhará, porque Jeová dos Exércitos reinará em Sião e em Jerusalém; na presença dos seus anciãos haverá glória. Is 24.23.
Tamanha será essa glória que tanto a lua como o sol ficarão conturbados. E os povos, moradores de Jerusalém, darão gritos por causa da majestade do Senhor; até do mar se ouvirão, de muito longe. Concluímos que o “shekinah” divino será tão majestoso que muitos irão a Jerusalém para contemplá-lo, por causa de sua glória. Zc 8.22,23; Mq 4.2; Ap 21.26. Portanto na dispensação milenar haverá uma mudança excepcional, primeiro porque a glória do Senhor será manifestada, e segundo porque Satanás será aprisionado, Ap 20. Contudo ainda não será tirada a maldição da terra: morte, doenças, etc, Zc 14.12-16; Is 65.20.
Nesse sentido, Paulo instruiu a igreja de Corinto, dizendo: “É necessário que Ele reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo de seus pés (falando do reino milenar). O último inimigo que será destruído é a morte; porque todas as coisas lhe serão sujeitas. Claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas”, lCo 15.25-27. Somente no fim do Milênio a morte e todos os poderes infernais serão totalmente destruídos, na completa obra de Cristo no seu reinado, lCo 15.55,56; Rm 16.20; Hb 2.14,15. Isso concorda com a doutrina bíblica.
Como já iniciamos no capítulo anterior, há os que concebem um reino fora deste mundo. A terra, nesse tempo, estaria toda corrompida; cheia de corpos mortos e exalando um cheiro nauseante. Satanás andaria de um lado para outro, sem poder tentar, uma vez que todas as criaturas estariam mortas. Isso, como já dissemos, é tirado de Is 66.22-24 interpretando-se ao pé da letra. É provável que, durante o Milênio, Deus deixe alguns corpos mortos, como sinal, num lugar qualquer, para servir de lembrete aos que nascerem durante a dispensação, para que estes vejam o fim dos desobedientes e rebeldes.
Nesta altura surge a pergunta: – Onde estará a Igreja nessa época? – Para tal resposta, aguardamos os capítulos seguintes. Primeiramente no Milênio haverá paz e justiça sobre a terra, muito em especial no que diz respeito à política governamental do Senhor Jesus, Is 11.5. Os animais terão mudança de instinto: perderão a ferocidade e deixarão de ser carnívoros, passando a herbívoros, Is 11.6-9; 65.25.
Quanto ao estado de saúde no tempo milenar, diz a Escritura que “Nenhum morador dirá: estou doente…”, Is 33.24; “No dia em que Jeová atar as feridas do seu povo, e curar o golpe da sua chaga”, Is 30.26. Os cegos, os surdos, os mudos e os coxos receberão cura naquela época, Is 35.5,6; Zc 13.1 (VL). Portanto, oitenta por cento das enfermidades serão banidas da face da terra; para isso haverá os recursos da parte de Deus na própria natureza, Ez 47.12; Ap 22.2. Aqui está tanto o espiritual como o material.
Pergunta-se, então: Não haverá morte no Milênio nem enfermidades? Respondemos: Haverá, porém em proporções resumidas, pois Isaías diz: “Um mancebo ao morrer com cem anos ainda é menino (Hoje é um macróbio) e o pecador de cem anos será amaldiçoado”, Is 65.20, porque não creu nem desejou o conhecimento do Senhor. E os que não adorarem o Senhor receberão as devidas pragas, Zc 14.12,17-19.

Uma das características do reino milenar é a longevidade dos seres humanos. Os homens em todas as épocas têm estado preocupados com o sonhado “Elixir da Longa Vida” e os laboratórios têm procurado uma droga que dê ao homem o prolongamento da vida física. No Milênio, porém, os homens terão vida como a das árvores, Is 65.22. Certamente isso não será para todos, mas para os escolhidos de Deus. No Milênio haverá plenitude de poder espiritual, principalmente em Israel, Jl 2.28. Haverá também salvação para quem invocar o nome do Senhor, Jl 2.32.
Será no Milênio que a tenda de Davi se reerguerá, e Deus mesmo o constituirá como príncipe do seu povo, Ez 37.24,25. E Deus porá o seu tabernáculo sobre eles, Ez 37.26; Ap 21.22. Como um dossel de glória, a Jerusalém terrestre será grandemente iluminada com a glória do Senhor. Todas as nações hão de saber que o Senhor é quem santifica Israel, Ez 37.27. Durante o Milênio haverá um templo, um lugar inteiramente santo, em cujo recinto sagrado nem todos poderão penetrar, Ez 38.8-12. Esse lugar santo estará na Jerusalém terrestre, que é exclusivamente para os filhos de Levi, os sacerdotes a quem Deus escolher, Ez 38.11; Ml 3.3,4; Ap 20.4-6.
Que o Senhor nos dê da sua graça, para gozarmos de todas as bênçãos celestiais em Cristo! Amém.

4 – Para quem será o Milênio?
De Jerusalém, Cristo reinará sobre toda a Terra, tendo por súditos judeus e gentios. A Igreja, nessa época, estará num estado de grande glória!

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A pergunta de referência é realmente importante, porque várias seitas se ufanam de serem chamadas de israelitas. Para isso procuram certos textos bíblicos que lhes pareçam favoráveis, como: “A quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus”, Gl 6.16; como a referência aos cento e quarenta e quatro mil, Ap 7.5-8, e outros textos. Mas essas passagens nada têm a ver com os gentios, embora sejam eles filhos espirituais de Abraão, Gl 3.7. Os textos acima citados e outros semelhantes se referem a judeus.
A Palavra de Deus é explícita: judeu é judeu; gentio é gentio, porque nós não herdamos pela fé o título de judeu ou de israelita, mas o de Cristão, At. 11.26. Disse Paulo: “Pois em Cristo Jesus nem a circuncisão (sinal dos israelitas) nem a incircuncisão (sinal dos gentios) valem alguma coisa, mas o que vale é a fé que opera por amor, Gl 5.6. Continua ele demonstrando que nem ser judeu nem ser de outra raça tem importância, mas o importante é ter a semente de Abraão, que é Cristo, Gl 3.28,29.
Ser um novo homem não é ter pretensão de raça, mas é ser revestido de Cristo, Rm 13.14; Ef 4.23,24; Cl 3.10,11. Em todos os textos notamos que Paulo deixa bem claro o ponto de vista cristão, que nada tem a ver com judeu ou israelita. Que a salvação vem dos judeus, é claro na Bíblia, pois a eles foram confiados os oráculos divinos, para serem anunciados entre os povos, mas a essa incumbência de Deus eles não foram fiéis, Jo 4.22.

Encontramos na Bíblia muitas promessas referentes ao crente judeu, mas como são dirigidas a judeu-cristãos, julgamos que essas promessas são para todos os crentes. Por outro lado, encontramos referências diretas aos judeus e não aos gentios. Paulo sempre teve o cuidado de dizer “nós” quando se referia aos judeus, Ef 1.12,13: “Nós que antes havíamos esperado em Cristo…”. No verso 13 ele faz referência aos gentios, dizendo: “No qual vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação…” Note-se que Paulo faz distinção entre judeu (nós) e gentio (vós). Há outros textos que falam do mesmo assunto. Nesta altura, dirá alguém: Mas, nas suas epístolas, Paulo, escrevendo aos coríntios (gentios) deixa transparecer que as promessas com respeito ao Milênio ou reino do céu são acessíveis a todos. De fato, a Igreja participará do reino celeste, mas num estado de glória. O reino Messiânico, no entanto, é inteiramente para os judeus, ainda que todas as demais nações gozem dos benefícios do reino milenar.

Com respeito ao Milênio, as promessas de Deus aos judeus são irrevogáveis, e eles as estão esperando. Os gentios, os que não tiverem a marca da Besta, certamente terão privilégios e gozarão da bênção do reino do Messias, Ap 20.4. Quanto à prioridade, ela é dos judeus, como diz Paulo, tanto nas bênçãos, como nas tribulações, Rm 2.9,10. Ele diz: “… se pois já morremos com Ele, com Ele também viveremos: se perseverarmos, reinaremos…”
A palavra traduzida por perseverar é, no original, upomene, que tem o sentido de: ficar e sofrer firme e heroicamente, não se desviando no tempo da angústia. 2Tm 2.11. Certamente os que não forem raptados passarão com grande angústia os dias tenebrosos da tribulação; uns selarão sua fé com o martírio, outros escaparão das tormentas apocalípticas. Isto concorda com Rm 2.9; Ap 12.12. Não devemos confundir-nos contextos entre judeus e gentios, entre os glorificados e os deixados, isto é, os que, não sendo arrebatados, ficaram aqui na terra. Diz o texto de Ap 12.11: “Ai da terra…”
Notemos em Ap 20.4-6 um grupo que se assentou em tronos para julgar com poder: “Vi também tronos, e se assentaram sobre eles e foi-lhes dado o poder de julgar…” Esse é um grupo especial de que fala lCo 6.2,3. Também os apóstolos se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel, Mt 19.28. Vemos ainda outro grupo em Ap 20.4, cujos componentes foram mortos pela tirania do Anti-cristo, mas voltaram à vida, com pujança espiritual. Esses reinarão com Cristo e serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele por mil anos, v 6. Note bem: voltaram à vida, isto é, viveram fisicamente, cumprindo assim, em parte, lCo 15.56.
Devemos notar que todos os textos que se referem ao reino de Cristo falam de que, já nos primeiros dias da Igreja, esse reino era esperado com ansiedade. Pois eles deveriam esperar a vinda e o reino de Cristo como um lavrador aguarda o precioso fruto da terra, Tg 5.7,8. Portanto, é bem patente nas Escrituras que o Milênio é prometido aos judeus e, depois, aos que viverem fisicamente naquela época quando tudo será abundante, Zc 8.4-12; Ez 47.9-12; Jr 31.13; Is 65.21,23, etc.

Os judeus serão a cabeça federativa do governo. Cristo reinará e a glória do Senhor encherá a terra. Como já dissemos, a sede do governo milenar será na Palestina, e Jerusalém será a capital do mundo. O domínio de Cristo será no universo, Is 2.2-4; 4.2,3; Jl 3.17-20; Mq 4.2. Davi será o príncipe, Ez 34.22-24; 37.24-27; Jr 30.9; Os 3.5. Entretanto, Cristo e seus santos, em corpos glorificados, reinarão na nova Jerusalém, conforme prevê a Palavra de Deus, Fl 3.20,21; 2Co 4.18; 5.21; Hb 11.10,16; 12.23; Ap 21.8-24; 22.1-5.
Note-se que tudo o que foi comentado não é o estado eterno, mas apenas a glória do reinado de Cristo durante o Milênio. Durante o Milênio, os santos glorificados serão os portadores da mensagem de Cristo, diretamente do Trono, como Deus enviou Elias e Moisés para falarem com Jesus, Mc 9.4; Lc 9.30,31.

5 – Como e onde estará a Igreja no Milênio?
A vida futura dos crentes é descrita na Palavra de Deus como translúcida, em corpos glorificados que refletirão a imagem de Deus!

Primeiro estudaremos sobre o estado e depois sobre a posição da Igreja durante o Milênio. A posição futura da Igreja é descrita na Bíblia com tanta clareza que não deixa dúvidas. Notemos o que diz Paulo ao escrever aos romanos: “O Deus de paz em breve esmagará Satanás debaixo de vossos pés”, Rm 16.20. O texto não insinua que cobra, pois aqui o sentido é espiritual. Como sabemos, Satanás é um espírito. Há, portanto, necessidade de corpos espirituais para realizar o seu esmagamento.
Deus, no Éden, prometeu à mulher que a semente dela esmagaria a cabeça da serpente. Cristo, portanto, dará autoridade, em tempo próprio, para que seja efetuada essa operação que leve a completa vitória espiritual. – Quando? – perguntará alguém. – Quando a morte for tragada na vitória juntamente com aquele que tinha o poder da morte, Hb 2.14, Satanás será esmagado, por autoridade divina, debaixo dos pés dos santos. Nesse tempo, os crentes no Senhor Jesus terão passado de um lado para o outro, isto é, da posição material ou física para a espiritual, com corpos glorificados, como os dos anjos, Mt 22.30.

A primeira parte da pergunta é: Como estará a Igreja no Milênio? –
Naturalmente se fala do estado espiritual da Igreja, pois nesse tempo já se terá processado a ressurreição dos santos que dormiam e o arrebatamento dos que estavam vivos nesse glorioso dia, lTs 4.13-18. Em todos os textos bíblicos que se referem a esse estado espiritual, é revelado um período glorioso.
Havia uma grande dúvida nos primeiros crentes com respeito ao corpo depois da ressurreição dos mortos. Paulo, por isso, os instruiu dizendo: “Insensato! o que se semeia não é vivificado se primeiro não morrer… Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção (sujeito a decomposição), ressuscitará em incorrupção (não mais sujeito a decomposição); semeia-se em vileza (coisa vil), ressuscitará em glória”, lCo 15.35-44. Logo depois da ressurreição e do arrebatamento, recebe-se um corpo glorificado, espiritual, não mais sujeito às necessidades físicas. Fome, sede, cansaço, plantar e gozar dos frutos, tudo isso pertence ao corpo material, a esta vida. Ap 7.16 fala dos mártires na glória, isto é, dos que morreram durante a Grande Tribulação. Eles não mais necessitam das coisas materiais.

Perguntará alguém: Mas como é que Jesus comeu depois da ressurreição? Respondemos: Ele fez isso para tirar as dúvidas dos seus discípulos, para provar que Ele não era um espírito, mas que era Ele mesmo, embora em corpo de ressurreição, Rm 1.4. Ainda cabe outra pergunta: Onde estão os corpos de Elias, Enoque e Moisés? Como sabemos, esses servos de Deus tiveram experiências especiais em suas vidas: Elias e Enoque foram elevados ao céu. Quanto a Moisés, embora esteja registrado que ele morreu, sabemos que seu corpo desapareceu pelo poder de Deus, Jd 9; Dt 34.6. O certo é que dois deles apareceram com corpos glorificados no monte da transfiguração, e falaram com Jesus, Lc 9.30,31.
Da transfiguração se vê que Moisés e Elias não estavam sujeitos às limitações físicas. Assim também, depois da ressurreição e do arrebatamento os componentes da Igreja não estarão sujeitos a essas limitações. Paulo diz que, nessa época, receberemos de Deus outra habitação, 2Co 5.1-5. Se receberemos uma habitação que é do céu, como voltaremos para este globo terráqueo, para vivermos sujeitos à matéria, à decomposição, às fadigas, enfim, a tudo o que se relacione com esta vida? Fl 3.20; lTs 4.15-17. Por enquanto essa vida está vedada, oculta, mas um dia há de manifestar-se gloriosamente, Cl 3.1-5, quando formos os habitantes da cidade de Deus, Ap 19.9; 22.5.

Em todas as passagens que se referem à Igreja no Milênio, notamos: em glória, glorificados e em lugares sublimes com o Senhor. Naturalmente isso se refere ao estado da Igreja naquela época. Materializar esse estado seria confundir o assunto. Há os que misturam os que estão em corpos físicos ainda na terra com os que estão glorificados com o Senhor. O certo é que, nesse estado, seremos como os anjos nos céus, Mt 22.30. Poderia perguntar-se ainda: Para que esses vão receber terra e plantar, como está escrito: “Os mansos herdarão a terra”, Mt 5.5; SI 37.11. Creio que essa pergunta está respondida no capítulo anterior. Mas podemos confirmar que esses mansos são os que não usaram os recursos humanos, mas se entregaram inteiramente à vontade do Senhor, os que não vindicaram para si os direitos com força bruta, mas esperaram e alcançaram as promessas de Deus, Dn 12.12.

A promessa é esta: “Na casa de meu Pai há muitas moradas…” Ali há riqueza e gozo espirituais, Ef 1.18. Essa parte será respondida na segunda divisão deste capítulo. Como sabemos, os discípulos estavam sempre interessados nos reino material de Cristo e, por isso, perguntavam: Quem será o maior? Quem iria assentar-se ao lado de Jesus no reino? Quando seria estabelecido o reino? etc, Mc 10.35; Lc 22.24; At. 1.6. O Senhor explicou-lhes bem a questão e levou-os a pensar mais no sentido espiritual, pois que tudo estava determinado pelo Pai.
Essa questão de pensar ser alguma coisa no reino de Cristo tem, realmente, preocupado muita gente. Alguns já estabeleceram até os lugares onde irão residir e quais serão as suas ocupações no Milênio. Tudo é pura invencionice. Os que vão passar pela Grande Tribulação e entrar no reino milenar gozarão, é certo, de grandes privilégios espirituais e também materiais. Segundo a revelação da Palavra, os santos que hão de ser arrebatados, e os que alcançarem a ressurreição receberão corpos glorificados e estarão em glória com o Senhor, Fl 3.21.

Está escrito: “O qual transformará o corpo da nossa humilhação”, Fl 3.21. Nessa época até a própria criação será libertada do cativeiro para a liberdade da glória dos filhos de Deus, Rm 8.21. Paulo falou do despir do tabernáculo (o corpo), isto é, deixar o corpo mortal, material para revestir-se de um corpo de glória, imaterial. Assim, durante o reino milenar, os glorificados estarão com Cristo num estado espiritual. Está escrito: “Vede quão grande amor o Pai nos tem mostrado, para que fôssemos chamados filhos de Deus e agora o somos… e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Sabemos que quando Ele (Jesus) se manifestar, seremos semelhantes a Ele”, I Jo 3.1-3.
A Palavra de Deus descreve a vida futura dos crentes como translúcida, em corpos glorificados que refletem a imagem de Deus. Nesse estado, não necessitam de alimentação nem de roupa. Elias, ao subir, deixou suas vestes materiais para revestir-se das espirituais. Assim também a Igreja de Cristo. Do mesmo modo a Igreja de Cristo num corpo glorioso, num estado de bem-aventurança espiritual não necessitará das coisas materiais. Convém permanecermos firmes na fé e no amor de Deus, porque muitos serão enquadrados em Mt 5.8; Hb 12.14; Ap 22.14; Mt 24.40. Não demorará esse glorioso dia, o dia da Igreja de Cristo em sua excelsa glória. Glória a Deus nas alturas!

Passaremos à segunda etapa da pergunta: – Onde estará a Igreja de Cristo durante o Milênio? – Em parte já a temos respondido, mas vamos afirmar com toda a certeza: A Igreja estará com o Senhor em glória. Examinaremos textos em que há uma confirmação dessa promessa divina. Na primeira resposta falamos sobre a Jerusalém terrestre e a celeste: uma refletindo a glória de Deus e a outra recebendo a reflexão dessa glória, Ap 21.24-27; Is 4.5,6. A promessa de Jesus foi que nos levaria para a casa do Pai onde – disse – há muitas moradas, Jo 14.2. É durante o Milênio que essa casa de Deus estará sob os céus, e da terra será vista e contemplada por causa da glória da manifestação do Senhor. Paulo, escrevendo, diz dessa casa ou cidade: “A nossa Pátria está nos céus…”, Fl 3.20. Em Hb 11.10 diz que Abraão aguardava a cidade do Deus vivo, onde estará também a Igreja, v 23. O apóstolo João descreve a cidade em sua glória, beleza e grandeza espirituais. O tamanho dessa cidade excede às medidas humanas: é um astro de primeira grandeza.
João viu que a cidade não tinha santuário, isso equivale a dizer que toda a cidade é o próprio santuário, Ap 21.22, pois Deus e o Cordeiro são o seu santuário. Também a cidade celeste não necessita de luz nem mesmo de sol, Ap 21.23. Entretanto na cidade terrestre haverá necessidade de luz, Is 30.26, pois haverá noite e haverá dia -fatores da vida física, Is 24.23. Também durante o milênio, os servos de Deus glorificados, tanto os do Antigo como os do Novo Testamento estarão servindo a Deus num corpo especial, face a face, na cidade celestial, Ap 22.4. Note-se que eles estarão reinando com o Senhor Jesus pelos séculos dos séculos, ou melhor, por toda a eternidade.
Na Jerusalém terrestre, no entanto, ainda haverá interrupção, pois somente quando todos os povos e poderes estiverem subjugados debaixo dos pés de Cristo no seu reino, Ele entregará o reino ao Pai, I Co 15.24. Isso será no fim do Milênio, quando Satanás e seus anjos serão julgados pelos santos glorificados, ICo 6.2,3. E nessa época que a terra passará por um grande estrondo, como nos afirma Pedro em 2Pe 3.10. Então uma nova era será estabelecida, com novos céus, e uma nova terra onde habitará a justiça, 2Pe 3.13; Is 65.17; Ap 21.1.

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Os crentes do milênio habitarão na Jerusalém Terrestre
A Igreja (Crentes Transformados) habitarão na Jerusalém Celestial

É muito perigoso misturar os assuntos, especialmente os textos bíblicos que dizem respeito ao estado físico do Milênio com o seu estado espiritual. Infelizmente há comentários de autores que são uma negação nesse sentido, porque fazem da vida celeste dos salvos uma espécie de paraíso terrestre, de desejos e prazeres carnais, onde se cantam músicas, onde há banquetes sucessivos. Mas o reino de Deus não é comida nem bebida, Rm 14.17. Paulo afirmou sempre que o verdadeiro sentido do reino de Deus não é de prazeres efêmeros.

No Milênio, como notamos de vários textos bíblicos, haverá dois estados distintos: Um o dos crentes glorificados no esplendor da glória de Cristo, habitando na cidade celestial; estes, seus corpos não estarão sujeitos às leis físicas. O outro é o estado dos vivos que habitarão na Jerusalém terrestre. Paulo disse: “Há corpos celestes e corpos terrestres, lCo 15.40. Assim, cada um no seu próprio corpo, Deus nos revestirá com a habitação dos céus, 2Co 5.2. No reinado de Cristo, não se disputarão cargos, com espírito de ambição nem de vaidade, pois os que estiverem com o Senhor no seu reino se identificarão no plano glorioso e eterno. Não estarão mais vivendo segundo as leis deste mundo, mas livres de qualquer paixão, Mt 20.25.
Cremos que a resposta foi dada segundo a Palavra de Deus. Não confundamos os textos bíblicos, vendo materialmente quando o texto é espiritual ou vice-versa. Também não devemos confundir quando se fala de Israel e de certas promessas aos apóstolos ligadas à nação judaica com a fala sobre a Igreja, Mt 19.27,28. Quando Pedro perguntou ao Senhor: “E nós que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, vos assentareis nos doze tronos de Israel (Jesus falava do trono da sua glória ) para julgar as doze tribos de Israel, Mt 19,27,28. Aqui vemos uma promessa aos apóstolos, com referência a Israel e não a todo o povo cristão. Em Ap 20.4, vemos quem se assentará em glória e poder nos tronos: “Vi tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar.”

Em I Co 6.2,3 diz: “Porventura não sabeis que os santos hão de julgar o mundo…? Não sabeis que julgaremos os anjos?…” Jesus declarou que os apóstolos haviam de julgar as doze tribos. Disse mais: “E vós tendes permanecido comigo nas minhas tentações. Eu vos confio domínio real, assim como o Pai o conferiu, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino”, v 30. À luz dos textos bíblicos, comer e beber são coisas materiais, mas sabemos que no reino milenar estarão os apóstolos em corpo glorificado, não mais sujeitos à fome, sede, sono, etc. Naturalmente o Senhor usou essas palavras para dar força de expressão e não do sentido literal.
O reino de Cristo não repousa sobre o que é material. Promessas materiais são as feitas aos pais, as quais o povo de Israel vai gozar: Is 11.6-10; Zc 8.3-7; Is 65.20-25. Em Mt 8.11, lemos: “… assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó… Isso não podemos interpretar materialmente, mas à luz de Ap 19.7-9. Trata-se, pois de um banquete espiritual e não material. Assim são muitos textos que, sendo de sentido espiritual, não podemos materializar o assunto neles contido. Do mesmo modo, o que fala sobre o reino material de Israel, não podemos espiritualizar. Concluímos que no reino milenar, a Igreja de Cristo estará glorificada na Jerusalém celeste. Glória ao Senhor Jesus!

6 – Que sucederá às nações no Milênio?
No Milênio, as nações perderão a noção bélica, a estratégia da guerra: serão um povo pacífico, a desfrutar de grandes privilégios espirituais.

Com o estabelecimento do Milênio, haverá o chamado julgamento das nações, Mt 25.31-34. Uns serão colocados à esquerda do Senhor, enquanto outros à sua direita, cada grupo conforme seu destino, vv 37-46. Por certo a base do julgamento será o trato que deram aos judeus, o povo de Deus. Aí chegou a hora de serem as obras pesadas em balança fiel e justa: ”Pesados, foram achados em falta…”
É certo que durante o Milênio, muitos povos (nações) procurarão o favor do Senhor por meio dos judeus, Is 2.3; Mq 4.12. “As nações caminharão à sua luz, e todos os reis da terra (aqui inclui os governos) lhe trarão glória”, Ap 21.24, nos Salmos, em Isaías e na maioria dos profetas, encontramos indícios do reino Messiânico. A época do reino de Cristo será, realmente, maravilhosa, pois todos os poderosos da terra virão prostrar-se ante Ele, trazendo honra e glória. Hoje muitos desprezam o Senhor Jesus, mas chegará o dia em que todo o joelho há de dobrar-se diante dele, Fl 2.11. Nesse tempo haverá profundo conhecimento espiritual, segundo a revelação da glória de Deus, Is 2.11; 11.9; Zc 14.9; Mq 2.13.
O muito importante no Milênio é que as nações perderão a noção bélica, a estratégia da guerra: serão um povo pacífico que transformará a terra inteira numa imensa cultura de mantimentos, Mq 4.3,4; Is 2.4; Jl 3.18; Jr 31.12.
Oportunamente, perguntará alguém: Haverá salvação durante o Milênio? Respondemos: Por certo que sim, porque o Milênio é um tempo probatório, uma dispensação material durante a qual Deus vai provar os que nela nasceram, dando-lhes conhecimentos especiais para serem salvos. Está escrito: “Naquele dia (no Milênio), diz o Senhor: Congregarei o que coxeia…” Congregarei ao Senhor fala de salvação. Os gentios procurarão a face do Salvador: “As ilhas de longe me procurarão,”, os gentios me procurarão. Embora a profecia abranja também a pregação do Evangelho em nossos dias, aqui se refere ao Milênio, porque durante essa época, as nações que restarem vão suplicar o favor do Senhor, Zc 8.20-22. Haverá bênção e salvação da parte do Senhor, Zc 8.13. Como será majestoso aquele dia quando o Senhor se assentar no trono da sua glória, tendo todos os povos humilhados diante dele!
A cidade de Jerusalém terrestre será cabeça: nela estará a cheia do Governo, e Cristo estará no trono de sua glória, em esplendor e majestade, rodeado de seus santos: “Quando vier o Filho do homem na sua glória, e todos os santos com Ele”, Mt 25.31; “E verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”, Mt 24.30. Ezequiel descreve em cores vivas o período milenar em Jerusalém, dizendo: “Produzirá novos frutos todos os meses, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida, e as folhas de remédio…”, Ez 47.12. E João conclui: Será para a saúde das nações…”, Ap 22.2. Naquela época haverá novos frutos em todo o tempo. As nações que restarem serão grandemente beneficiadas durante o período milenar e gozarão de grandes privilégios espirituais, Ap 21.26.
Mas, no fim do reino Messiânico, Satanás será solto, para que as nações sejam provadas (aquelas que durante séculos gozaram as bênçãos de Deus, uma terra farta e sem enfermidades malignas) quanto á sua fidelidade à bondade do Senhor. Infelizmente o Maligno encontrará lugar no arcano do coração humano, fazendo com aqui os homens a eles se unam contra o Senhor, Ap 20.7-10. Estes serão, certamente,as criaturas que nasceram no Milênio, mas as que não aceitaram o conhecimento da glória de Cristo nem o seu governo, Is 65.20; Zc 14.17,18.
Após a destruição total do mal, Cristo dominará com poder e entregará o reino ao Pai, ICo 15.23. A morte será para sempre destruída e lançada no lago de fogo, para onde também irão todos os poderes infernais, Ap 20.14, juntamente com todos os incrédulos, os que não quiseram Deus desde a fundação do mundo até aqueles dias, Ap 20.11-13. Não devemos confundir o julgamento das nações com o julgamento final. O julgamento das nações julga pessoas vivas, na Jerusalém terrestre, que receberão suas recompensas segundo as determinações do Juiz, mas que continuarão vivendo, uns debaixo da bênção, Mt 25.34, vida eterna e salvação em suas asas, Ml 4.2, enquanto que os ímpios, ainda os de muitos anos, serão amaldiçoados, devido à sua incredulidade, Is 65.20; Mt 25.41. Estes certamente são os que, mesmo desfrutando de todas as bênçãos mileniais e da presença da glória de Deus, não creram por causa do endurecimento de seus corações. No final do Milênio, eles se rebelarão contra o Senhor Jesus e contra o Deus Todo poderoso, instigados por Satanás.
Que Deus nos dê sua graça, para permanecermos firmes e desfrutarmos com Cristo de todas as bênçãos celestiais! Ef 1.3.

Apocalipse 20.7-15 – Espada Cortante – Vol. 1 – Orlando Boyer – CPAD
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de DEUS e de CRISTO, e reinarão com ele mil anos.
Há uma idéia entre o povo de DEUS de que a primeira ressurreição acontecerá ao mesmo tempo de uma ressurreição geral. Mas aqui no Apocalipse (v. 5) declara que haverá um intervalo de mil anos entre as duas: Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabassem. Não é somente no Apocalipse que mostra haver um período de tempo entre as duas ressurreições. Vide Heb. 11:35; Fil, 3:11; I Cor. 15:23; ITes. 4:16, João 5:28,29; Luc. 14:14; Dan, 12:2.
Ë claro também que haverá dois grupos dos da primeira ressurreição,
(1) A maior parte dos crentes ressuscitarão imediatamente antes do arrebatamento prévio ao começar a Grande Tribulação (I Tes. 4:13-17).
(2) Sete anos depois da ressurreição desse grupo ao terminar a Grande Tribulação, ressuscitarão os que foram degolados… (6:9-11), que não adoraram a besta…(c. 13), e viveram e reinaram com CRISTO durante mil anos (v. 4).

O JUÍZO FINAL

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O Juízo Final

I – EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL

1. A última revolta de Satanás.
2. A prisão eterna de Satanás.

II – O JUÍZO FINAL

1. O que é e quando se dará?
2. Quem será o Juiz?
3. Quem terá de prestar contas ao justo Juiz?

III – AS BASES DO JUÍZO FINAL

1. Livros serão abertos.
2. Qual a sentença.

SÍNTESE DO TÓPICO I – Antes do juízo final Satanás será preso por um período determinado de tempo.
SÍNTESE DO TÓPICO II – O Todo-Poderoso vai julgar as ações de todos os homens no dia do juízo final.
SÍNTESE DO TÓPICO III – O julgamento divino terá como base os registros do Todo-Poderoso.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza a figura abaixo. Utilize a ilustração para introduzir a lição, mostrando aos alunos os julgamentos futuros. Explique que “as Escrituras descrevem diversos julgamentos escatológicos diferentes, incluindo o julgamento entre ‘ovelhas e bodes’, o Tribunal de CRISTO e o julgamento diante do Grande Trono Branco. Estes julgamentos ocorrem em momentos diferentes e aplicam-se a diferentes grupos” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.293).

*A morte e o inferno
“Serão lançados no lago de fogo. O juízo de DEUS chega ao fim. O lago de fogo é o destino derradeiro de tudo aquilo que nos é pernicioso – Satanás, o falso profeta, os demônios, a morte, o inferno e todos aqueles cujos nomes não foram registrados no Livro da Vida, porque não colocaram sua fé em JESUS CRISTO. A visão de João não permite áreas duvidosas no julgamento divino. Se através da fé não nos identificamos com CRISTO e não o confessamos como o Senhor, não haverá qualquer esperança, nenhuma segunda chance e nenhum outro apelo”. Leia mais em Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1831.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO – “O Tribunal de CRISTO
Algumas vezes, este julgamento é chamado de tribunal bema (grego). ‘Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal’ (2 Co 5.10). No bema, DEUS julgará as obras dos crentes, e não seus pecados. Estes foram expiados completamente por JESUS e DEUS não se lembra mais deles (Hb 10.17). No bema, todas as obras são avaliadas segundo suas intenções e resultados. Visto que DEUS é justo, Ele não pode deixar de examinar as nossas obras, sejam boas ou más. O Tribunal de CRISTO é muitas vezes tratado como parte das doutrinas sobre recompensas para os cristãos. Não se trata de um julgamento para determinar se os crentes entrarão no céu, mas para avaliar a quantidade e a qualidade dos serviços prestados na terra. Sendo fiéis a CRISTO, os cristãos serão recompensados.
O julgamento das nações gentílicas
Com a segunda vinda de CRISTO, todas as nações do mundo comparecerão perante Ele para serem julgadas (Mt 25.32) – cena descrita na Bíblia como uma separação entre bodes e ovelhas. Este julgamento fundamenta-se no tratamento dispensado àqueles que CRISTO identifica como ‘um destes meus pequeninos irmãos’ (Mt 25.40,45). Estes podem ser (1) Israel, (2) a Igreja ou (3) os oprimidos.”
(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp. 300,01).

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O envio para o lago de fogo será para sempre. DEUS fez todos os seus esforços para dar à humanidade todas as oportunidades possíveis para o arrependimento, mas este último ato final de rebelião, depois de mil anos de bênção [o Milênio] marcará o final da sua paciência. E todos os que rejeitarem a CRISTO como Senhor serão condenados ao lago de fogo” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.289).

O lago de fogo e enxofre não foi criado para o ser humano
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Mateus 25:41
Os anjos do Diabo são os demônios. Concluímos, pois, que tanto Satanás quanto seus demônios, todos serão lançados no Lago de Fogo e de Enxofre.

Nós não estamos estudando mais sobre milênio, e sim sobre o juízo final que acontecerá diante do Trono Branco – Ressurreição de todos os seres humanos tanto vivos (que viviam no milênio e eram salvos) quanto mortos (de todos os tempos, inclusive os que morreram no período do milênio) – uns vão para a Jerusalém celeste e outros vão para o lago de fogo, não existem mais opções agora.

Ressurreição agora é só para vida eterna, ou vão viver eternamente no lago de fogo ou na Nova Jerusalém.
Antes havia ressurreição diferente porque as pessoas eram ressuscitadas para morrer de novo (milagres, operação do dom de Fé), agora estamos falando de Juízo Final, ninguém morre e é ressuscitado para morrer de novo.
Não existe mais vida humana e nem terra com sol e lua para eles viverem se fossem só humanos – Agora ou é Jerusalém celeste ou é Lago de Fogo, não tem mais opções.
“E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.” – 1 Coríntios 15:37.
“Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.” – 1 Coríntios 15:38.
“Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves.” – 1 Coríntios 15:39.
“E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.” – 1 Coríntios 15:40.
“Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” – 1 Coríntios 15:41.
“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.” – 1 Coríntios 15:45.
“Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.” – 1 Coríntios 15:46.
“O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.” – 1 Coríntios 15:47.
“E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.” – 1 Coríntios 15:50.
A existência do nosso sistema atual serve primeira e essencialmente para a manutenção da vida desta carne.
O primeiro homem foi feito em carne, porém o segundo é espiritual. Não faz sentido a existência destas condições se a vida não será a mesma. Acredito em novos céus e nova terra assim como acredito na transformação deste ser em um ser celeste.

Todos vão ressuscitar e estarão vivos perante DEUS – Quando o livro da vida é aberto vê-se quem é salvo e este vai para a Nova Jerusalém, quem não está no livro da vida vai ser julgado e condenado ao lago de Fogo e Enxofre.

Morte e inferno, quer dizer os mortos que estão no inferno SERÃO RESSUSCITADOS – Também a morte cessará seu trabalho, pois os salvos do milênio serão ressuscitados e não haverá mais corpo humano para morrer na terra. ——- E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a DEUS que nos dá a vitória por nosso Senhor JESUS CRISTO. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Coríntios 15:54-58
Os ímpios ressuscitaram e foram lançados no Lago de Fogo e Enxofre – Os salvos, todos os salvos já foram ressuscitados e têm corpos gloriosos, moram agora na Nova Jerusalém (inclusive os salvos do milênio). Não tem mais corpo humano para morrer =- acabou o poder da morte, corpo glorioso não morre mais.

Todos vão ser julgados no corpo ressurreto com alma e espírito.
Devemos manter corpo, alma e espírito irrepreensíveis – o ser humano é uma tricotomia – corpo, alma e espírito. Lá o corpo é diferente do daqui porque é corpo eterno, para viver eternamente na Nova Jerusalém ou no Lago de Fogo.
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Mateus 10:28
E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. 1 Tessalonicenses 5:23

O Juízo final não é só para os ímpios, é o último juízo dos seres humanos, então será aberto o livro da vida e aquele que seu nome está lá vai para a Nova Jerusalém (por que abrir o livro da vida se há somente ímpios?) Salvos durante o milênio deverão comparecer nesta última ressurreição e serem conduzidos Nova Jerusalém onde já está a igreja.

Prováveis Livros que serão abertos no Julgamento diante do Trono Branco
1- O livro da consciência Rm 2.15;
2- O livro da natureza Sl 19.1-14;
3- O livro da lei Rm 2.12;
4- O livro do Evangelho Rm 2.16;
5- O livro das memórias Lc 16.25;
6- O livro das obras Ap 20.12;
7- O livro da vida Ap 20.15.

Pregação correta
Condenar o pecado onde quer que esteja, mostrar a justiça de DEUS que não faz acepção de pessoas e absolve e leva para Ele os que se arrependem do pecado e aceitam a JESUS como Salvador e Senhor, mas também que condena e amaldiçoa o pecado. DEUS é que aplica o juízo sobre o que insiste em pecar, não aceita a CRISTO e se esquece de DEUS, para esses, o lago de fogo e enxofre, preparado para o diabo e seus anjos, mas acolhe a todo o que prefere Satanás.

E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da
justiça e do juízo. João 16:8

Na Nova Terra e Novos céus vai haver apenas uma Jerusalém
E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. Apocalipse 20:11 — A Jerusalém terrestre será queimada e destruída junto com a Terra – Na Nova Terra e Novos céus vai haver apenas uma Jerusalém – A celeste que descerá do céu e ficará num alto monte onde todos prestarão culto a DEUS.
2 Pedro 3:10 Mas o dia do SENHOR virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.

O Juízo do Grande Trono Branco

Também conhecido como Juízo Final, perante o qual comparecerão todos os mortos ímpios (Ap 20.11,12).
1) O Juiz – JESUS CRISTO;
2) Local – Nenhum lugar físico, pois a terra já terá sido destruída por fogo;
3) Base do Julgamento – Os livros das obras feitas através do corpo e o Livro da Vida;
4) Réus – Todos os incrédulos de todas as épocas desde Adão;
5) Veredicto – Todos serão condenados e lançados no lago de fogo eterno.
O Lago de Fogo, hoje vazio, é o destino de todos que hoje estão no inferno “prisão” chamado Hades, juntamente com Satanás e todas as suas hostes e demônios, que serão lançados ali neste Julgamento do Grande Trono Branco. É chamado também de segunda morte ou morte eterna (Ap 20.13-15). O Lago de Fogo será um horror para os habitantes da Nova Terra, e DEUS usará como alerta para levar as gerações vindouras a abominar o pecado e andar nos caminhos de DEUS (Is 66.22-24).

Apocalipse 20.7-15 – BEP – CPAD
20.7 SATANÁS SERÁ SOLTO. No fim do reino de CRISTO, Satanás será solto.
(1) O próprio Satanás, enganando-se ao ponto de supor que ainda poderá derrotar a DEUS, sairá a enganar aqueles que quiserem rebelar-se contra o reino de CRISTO, e ajuntará uma multidão de semelhantes rebeldes.
(2) “Gogue e Magogue” (v. 8; expressão oriunda de Ez 38,39), representa as nações do mundo rebeladas contra DEUS e a sua justiça.
20.8 ENGANAR AS NAÇÕES. Esta é a última rebelião contra DEUS. Muitos dos que nascem durante o milênio, optam manifestamente pela rejeição do senhorio visível de CRISTO, e escolhem Satanás e a sua mentira. O julgamento divino é a sua destruição e ruína total (v. 9).
20.10 O DIABO… LANÇADO NO LAGO DE FOGO. O poder de Satanás acabará então, pois DEUS o lançará no lago de fogo para todo o sempre (ver Is 14.9-17). Ali, ele não reinará, sendo sempre atormentado, dia e noite, eternamente.
20.11 FUGIU A TERRA E O CÉU. Pode ser uma referência à destruição do universo e à criação de novo céu e nova terra (21.1; cf. Is 51.6; 2 Pe 3.7,10-12).
20.11-13 GRANDE TRONO BRANCO. O julgamento aqui descrito é chamado o “Julgamento do Grande Trono Branco”, abrangendo os perdidos de todas as épocas. Alguns entendem que os que foram salvos durante o reino milenar de CRISTO na terra, serão incluídos nesse julgamento.
20.14 LAGO DE FOGO. A Bíblia descreve um quadro terrível do destino dos perdidos.
(1) Fala de “tribulação e angústia” (Rm 2.9), “pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13; 25.30), “eterna perdição” (2 Ts 1.9) e “fornalha de fogo” (Mt 13.42,50). Fala das “cadeias da escuridão” (2 Pe 2.4), do “tormento eterno” (Mt 25.46), de um “inferno” e de um “fogo que nunca se apaga” (Mc 9.43), de um “ardente lago de fogo e de enxofre” (19.20) e onde “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite” (14.11). Realmente, “horrenda coisa é cair nas mãos de DEUS vivo” (Hb 10.31); “bom seria para esse homem se não houvera nascido” (Mt 26.24; ver também Mt 10.28).
(2) Os crentes do NT tinham nítida consciência do destino de quem vive no pecado. Por essa razão eles pregavam com lágrimas (ver Mc 9.24; At 20.19) e defendiam a Palavra infalível de DEUS e o evangelho da salvação contra todas as distorções e as falsas doutrinas (ver Fp 1.17; 2 Tm 1.14).
(3) O sinistro fato do castigo eterno para os ímpios é a maior razão para levar o evangelho a todo o mundo, e fazer o máximo possível para persuadir as pessoas a arrependerem-se e a aceitarem a CRISTO antes que seja tarde demais (ver Jo 3.16)
20.15 LIVRO DA VIDA. Ver 3.5.
Ap 3.5 – RISCAREI O SEU NOME. Fica claro que qualquer pessoa que experimenta o novo nascimento, mas que posteriormente deixa de perseverar na fé e de viver vitoriosamente, terá seu nome tirado do livro da vida (ver 2.7). Ter o nome apagado do livro da vida é perder a própria vida eterna (2.7,10,11) e ser finalmente lançado no lago de fogo (20.15). É isso que o ESPÍRITO diz às igrejas (v. 6; 13.8; 17.8; 20.12; 21.17; cf. Êx 32.32).

Apocalipse 20.7-15 – Espada Cortante – Vol. 1 – Orlando Boyer – CPAD
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de DEUS e de CRISTO, e reinarão com ele mil anos.
Há uma idéia entre o povo de DEUS de que a primeira ressurreição acontecerá ao mesmo tempo de uma ressurreição geral. Mas aqui no Apocalipse (v. 5) declara que haverá um intervalo de mil anos entre as duas: Os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabassem. Não é somente no Apocalipse que mostra haver um período de tempo entre as duas ressurreições. Vide Heb. 11:35; Fil, 3:11; I Cor. 15:23; ITes. 4:16, João 5:28,29; Luc. 14:14; Dan, 12:2.
Ë claro também que haverá dois grupos dos da primeira ressurreição,
(1) A maior parte dos crentes ressuscitarão imediatamente antes do arrebatamento prévio ao começar a Grande Tribulação (I Tes. 4:13-17).
(2) Sete anos depois da ressurreição desse grupo ao terminar a Grande Tribulação, ressuscitarão os que foram degolados… (6:9-11), que não adoraram a besta…(c. 13), e viveram e reinaram com CRISTO durante mil anos (v. 4).

A BATALHA DE GOGUE E MAGOGUE. Vs. 7-10.
20:7 E, acabando-se os mil anos. Satanás será solto da sua prisão. 8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou. 10 E o Diabo, que os enganava foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta: e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

O milênio não é o estado final. No fim dos mil anos a terra estará cheia duma população que por multo tempo gozará amplamente a luz da verdade. Porém esse povo terá de ser provado. Satanás, o grande cirandelro (Luc. 22:31), será solto do abismo para cirandar os homens da terra, separando-os para o último grande juízo. Incitará um espírito de descontentamento e rebelião nas nações, simbolizadas pelos termos Gogue e Magogue (vide Ezeq. 38). Haverá uma mudança tão grande, durante os mil anos, que não podemos identificar agora essas nações com qualquer das nações atuais.A grande loucura dessas nações findará de repente: desceu fogo do céu e os devorou.
Satanás será encerrado no abismo a primeira vez, mas a segunda vez será lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta, note que, depois de mil anos, a Besta, e o Falso Profeta ainda se acharão no lago de fogo. É um lugar onde os perdidos de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. Com o ato de lançar Satanás no lago de fogo, findará toda a rebelião do povo da terra — findará todo o pecado e toda a morte em nosso planeta.

O GRANDE JUÍZO DO TRONO BRANCO. Vs. 11-15.
20:11 E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele de cuja. presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. 12 E vi os mortos, grandes e pequenas, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro Livro, que é o da vida; e os mortos foram Julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14 E a morte e o Inferno foram lançados no lago de fogo; esta é a segunda morte. 15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

Queremos considerar agora os outros mortos que não reviveram, até que os mil anos se acabaram (v. 5).
E vi um trono branco (v. 11): João viu um trono semelhante ao do inicio dos grandes juízos que precederam o milênio (4:2-8). O primeiro trono foi posto no céu; quanto ao segundo não sabemos o lugar. Havia, no primeiro, um arco-íris , indicando que DEUS permaneceria fiel no cumprimento das promessas da aliança; o segundo está nu, isto é, não oferece esperança, nem tem aliança para cumprir. Do primeiro procediam relâmpagos, trovões e vozes, indicando juízos sobre a terra; do último está escrito que era grande e branco, que nos fala de poder ilimitado e de justiça, pura e completa.
Ê evidente que o grande juízo do Trono Branco, não é o mesmo do julgamento das nações (Mat. 25: 31-46). O primeiro será “Quando vier o Filho do homem na sua glória” (Mat. 25:31; Col.3:4; II Tes.1:10); o segundo será depois do milênio. No primeiro não ha, ressurreição, mas no segundo há. No primeiro as nações serão julgadas; no segundo serão “os mortos”.
De cuja presença fugiu a terra e o céu… (v. 11):
A presença de DEUS em juízo é terribilíssima, o universo fugirá. Todos os ímpios, uma vez face a face com o Criador, abandonarão sua temeridade. Lembra c. 6: 15,16.
E vi os mortos, grandes e pequenos (v. 12): Todos, desde o principio, serão ressuscitados. Aqui podem evitar os cultos e lugares onde se sente a presença de DEUS, mas aí terão de assistir. Terão de comparecer os grandes e os pequenos — Caim, Faraó, Jezebel, etc.,etc. Grande e vasto, além da concepção humana será esse concurso de gente!
Foram julgados… segundo as suas obras (v. 12):
Vide 2 Cor. 5:10; Tiago 2:24. Como é que seremos julgados, então, segundo as nossas obras, quando somos salvos, pela fé? Rom. 4:3. As obras são a prova da fé que salva. Calvino assim o explicou: “Só a fé justifica, porém a fé que justifica não está só.”
E a morte e o inferno (hades) foram lançados no lago de fogo (v. 14): Será o fim da morte, a garantia de ela nunca invadir a nova ordem do c. 21.
Esta é a segunda morte (v. 14): Vede 2:11; 21:8; 20:14. A morte não é o cessar de existir, mas sim a existência fora do que DEUS planejou. Vede por exemplo I Tim. 5:6. Não era plano de DEUS que o homem existisse fora do corpo (a primeira morte), nem que existisse fora da presença de DEUS (a segunda morte, 21;8; 22:15). A segunda morte não quer dizer que a pessoa morta não existe mais, como algumas seitas ensinam. Isto é evidente porque a Besta e o Falso Profeta se acham ainda na segunda morte depois de mil anos. Compare vs. 10 e 14 c. 19:20. Que a pessoa fora do corpo (ou como se diz: “morta”) está cônscia (pode ouvir, etc.) é claro, também, nas passagens como II Cor. 12:3,4. Que os mortos não cessam de existir é evidente em Rom. 5:8. CRISTO, sendo DEUS não pode cessar de existir, contudo a passagem declara que morreu.
A segunda morte é tanto mais horrível que a primeira, quanto o inferno é mais terrível que a morte física.
E aquele que não fui achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (v. 15): Todos os nomes que estiverem escritos no livro, serão escritos ali antes desse dia. Nada consta que qualquer nome será escrito no Livro da vida nesse dia. Diz. “Aquele que não foi achado escrito…” É fato que nos comove até as profundezas de nosso ser!

Apocalipse 20.7-15 – Apocalipse – Versículo por Versículo Autor: Severino Pedro da Silva Editora: CPAD Ano: 2002
7. “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”.
I. “…Satanás será solto”. Com a soltura deste terrível ser, a nova geração será provada como foi provado Adão, no jardim do Éden (Gn capítulo 3). Não seria mais necessário o homem agora aderir a Satanás a despeito de tudo que CRISTO já realizou por sua pessoa, porém, aqui, fica demonstrada a natureza humana. “A humanidade já foi provada sob todas as condições possíveis, e falhou em cada prova. Falhou debaixo da lei, e ainda mais debaixo da graça, e agora, “na dispensação da plenitude dos tempos” (o Milênio), quando o Senhor é conhecido em todo o mundo e reina a justiça em toda a terra, torna a falhar, não correspondendo à graça de DEUS, a ele oferecida…”. Esta dispensação, que pela ordem cronológica é a sétima e a última. Não será um tempo de graça, mais de justiça divina para todos; será o tempo em que “…os reinos do mundo” serão só de nosso Senhor e do seu CRISTO (11.15). Cumprir-se-á finalmente Daniel 7.13-14, suas palavras são aplicáveis a esse tempo do fim.

8. “E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha”.
I. “…Gogue e Magogue”. Ezequiel 38-39 fala de Gogue, Magogue, Mezeque e Tubal. Geograficamente falando, “São regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, correspondendo aos modernos russos. Josefo diz que Magogue são os citas ou tártaros, correspondendo aos modernos russos. Josefo diz que Magogue são os tártaros que são os russos”. Mezeque converteu-se em Moskva (Moscou), como diz em russo, e Tubal é o moderno nome de Tobolsk. Profeticamente falando, essa nação do norte é inimiga de Israel. Em nossos dias, como é sabido, essa nação vem orando a DEUS, para que o mesmo impeça uma invasão de Gogue à Terra Santa.
1. “No dia 28 de novembro (1983), 25 judeus ortodoxos foram a Hebrom, para interceder diante de DEUS junto ao túmulo de Abraão para que “a chegada de Gogue e Magogue ainda seja adiada”, pois alguns deles tiveram um sonho: “Gogue e Magogue estariam prestes a vir”. Já o rabino-chefe, diante do Muro das Lamentações considerou que “verdadeiros cabalistas não deveriam orar pelo adiamento da vinda de Gogue e Magogue, mas pelo seu rápido aparecimento, pois, assim, seria apressada a vinda do Messias”. Porém, é evidente que a investida de Gogue e Magogue na passagem em foco, não se refere àquela mencionada em Ez capítulo 38-39. Uma está distante da outra, pelo menos, 1000 anos. Os nomes “Gogue e Magogue” em Ezequiel, se referem aos poderes do norte, chefiados pela Rússia; após o Milênio, porém, os nomes “Gogue e Magogue” são empregados metaforicamente para representar (“as nações que estão sobre os quatro cantos da terra”).

9. “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou”.
I. “…desceu fogo do céu, e os devorou”. O comandante do norte na sua invasão a Terra Santa, não chegou a cercar “…o arraial dos santos” (ISRAEL) nem “…a cidade amada” (JERUSALÉM), mas foi derrotado por DEUS nas montanhas da Judéia; e, ainda por um ato de misericórdia divina teve um (“lugar de sepultura”) ao oriente do mar Morto (Ez 39.11). Nesta secção porém, Gogue e Magogue aqui, representados, serão tragados por fogo que “desceu do céu”, e os devorou. “No sentido mais profundo, o Apocalipse é um livro de divindade. É um livro acerca de DEUS; é um livro sobre os atos de DEUS. Por igual modo, a derrota das forças do mal é um ato divino. Os habitantes da cidade amada descobrirão que DEUS terá feito a causa dele e a causa deles. Eles não terão armas suficientemente poderosas para aquela batalha final. Mas DEUS proverá seu fogo destruidor dos céus”.

10. “E o diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”.
I. “…o diabo, que os enganava”. A queda de Satanás nesta secção, aludi, profeticamente, à queda de todos os poderes do mal, conforme se depreende na secção seguinte. Ele tinha já passado mil anos no abismo, mais isso foi uma ação intermediária. Agora, entretanto, ele sofrerá sua derrota final e irá para seu destino. Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn 3.15). A vitória conseguida sobre o diabo no calvário agora recebe operação completa. Sua queda será gradual. Ele será expulso dos ares para a terra e o mar no período da Grande Tribulação (12.9 e ss). Será aprisionado por mil anos (20.2 e ss). E então, no texto em foco, derrotado completamente pela ação poderosa e imediata de DEUS, mesclada de ira. Este capítulo do Apocalipse é a consolidação, no que diz respeito a toda e qualquer revolta ou rebelião do ser humano ou de hostes espirituais do mal. O bem triunfará, e o Cordeiro de DEUS, tirará definitivamente “…o pecado do mundo” (Jo 1.29), e só existirá no Universo a semente do bem.

11. “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles”.
I. (“…UM GRANDE TRONO BRANCO”). Já tivemos ocasião de frisar em notas expositivas nos capítulos 2.13 e 20.4 deste livro, a palavra “trono” ou “tronos”. Ela, no grego, é (“thonos”). É usada no Novo Testamento com o sentido de “trono real” (cf. Lc 1.32, 52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (cf. Mt 19.28; Lc 22.30). Também há alusão aos “tronos” de elevados poderes angelicais, ou governantes humanos (cf. Cl 1.16). O trono do presente texto, é grande! É de vastíssimas dimensões enchendo o campo inteiro de nossa visão; expulsa da vista todos os outros elementos. Ameaça; deixa a mente atônita. Trata-se de um infinito julgamento, diante do qual está que é finito: o pobre humano, morto. O trono é branco! Resplandece de pureza e de santidade, o que exije justiça! Castigo! Julgamento! Purificação! Retribuição! Tudo isso descreve uma cena fora da história humana! É o juízo Final!

12. “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”.
I. “…grandes e pequenos”. O Filho se assentará juntamente com o Pai, em seu trono, para julgar. Mas o Pai é quem figura majestaticamente em todas as seguintes referências: (At 17.31; Hb 1.3; Ap 4.2, 9; 5.1, 7, 13; 7.10; 19.4; 21.5), e por meio de JESUS todos ali serão julgados (Jo 5.22). Duas classes de seres, ali serão julgados: “…os grandes” (os anjos caídos). 2Pd 2.4; Jd v.6, e os “…pequenos” (os homens em sentido geral). Sl 8.5; Hb 9.27. Todos ali “…postos em pé” diante do trono. Fica assim subentendida no expressivo a “segunda ressurreição”, isto é, dos incrédulos (20.5).
1. Os mortos foram julgados. Entre os muitos julgamentos ou juízos mencionados na Bíblia, sete têm significação especial, como é descrito por C. I. Scofield em seu SCOFIEL REFERENCE BIBLE:
(a) O julgamento dos pecados do crente na cruz de CRISTO. Jo 13.31. Ele foi aí justificado porque CRISTO, havendo levado os seus pecados sobre a cruz, foi feito por DEUS justiça. 1Co 1.30:
(b) O crente julgando-se a si mesmo, para não ser julgado com o mundo. 1Co 11.31:
(c) O julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de CRISTO, logo após o arrebatamento. Rm 14.10; 1Co 3.12; 2Co 5.10:
(d) O julgamento das nações vivas, na “parousia” de CRISTO com poder e grande glória. Mt 25.32 e ss:
(e) O julgamento de Israel, na volta de CRISTO. Ez 20.33 e ss; Mt 19.28, etc.
(f) O julgamento descrito por Paulo em 2Tm 4.1, que se dará “…na sua vinda e no seu reino”.
(g) O julgamento do “Grande Trono Branco” aqui mencionado nesta secção (20.11-15)

13. “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras”.
I. “…deu o mar os mortos que nele havia”. Estes mortos saídos do mar, são aqueles que foram tragados na hecatombe provocada quando “… desceu fogo do céu”. (v. 10); Eles não passaram pela ação “intermediária” do Hades, visto que concomitantemente foi estabelecido o juízo final. João observa que não é necessário no julgamento um anjo assistente “abrir” os livros. Eles se abriram movidos por uma força sobrenatural emanada do supremo Juiz: observe-se a frase: “…e abriram-se os livros…” (v.12). Podemos observar a exposição excepcional do versículo 15 desta secção, ela demonstra um julgamento individual, confirmando o versículo 13: “…e foram julgados (“cada um”) segundo as suas obras”. DEUS julgará cada um segundo as suas obras”. DEUS julgará cada um segundo as suas obras, porque no inferno há também grau elevado de sofrimento (Ez 32.21-23; Hb 10.29); após uma acurada investigação do Justo Juiz, nas obras, feitos, motivos, memória e consciência, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12.48). Ali agora só há uma sentença: “Apartai-vos de mim!”. Alguém se estremecerá, mas ali não haverá margem para erro, para indecisão, equivoco ou modificação.
1. Existe uma pergunta no meio da cristandade e até fora dela baseada nos versículos 11-15 que termos nesta secção: (“como serão julgados aqueles que morreram sem ouvir o Evangelho?”). Essa pergunta quando dentro da lógica da visualização do homem pode ultrapassar qualquer possibilidade de entendimento da mente humana. Mas é evidente que, DEUS tem falado e vem falando ao homem de “muitas maneiras” (Hb 1.1). Paulo diz que o Evangelho foi “pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Cl 1.23). DEUS pode alcançar através de seus métodos a todos os homens; vejamos alguns dos métodos de DEUS:
(a) DEUS fala através do Universo: “Os céus manifestam a glória de DEUS e o firmamento (“anuncia”) a obra das suas mãos… Sem linguagem, sem (“fala”), ouvem-se as suas vozes, em (“toda a extensão da terra”), e as suas palavras até ao fim do mundo”. Sl 19.1-4:
(b) DEUS fala através da percepção: “Porquanto o que de DEUS se pode conhecer neles (nos homens) se manifesta, porque DEUS lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder… se entendem, e claramente se (“vêem”) pelas coisas que estão criadas, para que eles (os homens) fiquem inescusáveis”. Rm 1.19-20:
(c) DEUS fala através da consciência: “Porque, quanto os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, que acusando-os, quer defendendo-os; no dia em que DEUS há de julgar os segredos dos homens, por JESUS CRISTO”. Rm 2.14-16:
(d) DEUS fala através da vida dos animais: “Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; às aves dos céus, e elas to farão saber; ou fala com a terra; e elas to ensinará até os peixes do mar to contarão. Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto?”. Jó 12.7-9:
(e) DEUS fala através dos meios geográficos: “…DEUS anuncia agora a (“todos os homens”), e em (“tudo o lugar”), que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo…”. At 17.30-31:
(f) DEUS fala através dos sonhos: “Antes DEUS fala uma e duas vezes, porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então (“abre os ouvidos dos homens”), e lhes sela a sua instrução. Para apartar o homem do seu desígnio, e esconder do homem a soberba; Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada”. Jó 33.14-18:
(g) DEUS fala através dos anjos: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar (“aos que habitam sobre a terra”), e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Ap 14.6:
(h) DEUS fala através de seu Filho: “Havendo DEUS antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Hb 1.1:
(i) DEUS fala através de sinais e milagres: “Testificando também DEUS com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do ESPÍRITO SANTO…”. Hb 2.4a. Perguntamos agora: havendo DEUS falado tanto e de muitas maneiras, chegará alguém inocente diante do Grande Trono Branco? (Êx 34.7). Segundo se depreende do significado do pensamento, aqueles que não viveram de acordo com a (“FÉ”). Rm 4.5-6; Hb 10.38; serão ali julgados de acordo com as (“OBRAS”). Jn 3.10. Deixemos o assunto com o Senhor – O Justo Juiz (Dt 29.29; Rm 4.15).

14. “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo: esta é a segunda morte”.
I. “…foram lançados no lago de fogo”. Naturalmente, é provável que este versículo seja o cumprimento real, daquilo que profetizou Is 25.8, e citado por Paulo em seu argumento sobre a ressurreição, em 1Co 15.26, onde é descrito que o “…último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. Isso significa um triunfo total de CRISTO e dos santos. A morte, como aliada do pecado, será destruída juntamente com o pecado; o Hades não envolverá mais terrores, para os santos nos céus. Não haverá mais temor da morte (Hb 2.15) ela não existirá (21.4). O ciclo temível do juízo agora está completamente terminado. O Anticristo e seu consorte já haviam sido lançados no lago de fogo (19.20). Satanás sofreu essa mesma sanção (20.10). Agora a morte e o inferno, são ali lançados. E no versículo 15, chegará a vez dos perdidos. É realmente a sorte dos ímpios, e todas as gentes que se esquecem de DEUS (Sl 9.17). Os anjos maus foram também ali lançados (Mt 25.41).

15. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.
I. “…aquele que não foi achado escrito”. É evidente que os salvos, que comparecerão diante do trono branco, cujos nomes “se encontram no livro da vida”, não é a Igreja (isso não afasta a possibilidade de ela estar presente, mas não para ser julgada, e, sim, tomar parte no julgamento), e sim, aqueles que foram fiéis a DEUS durante o Reino Milenial de CRISTO. “Diante do Trono Branco estarão multidões incalculáveis que, durante o Milênio, creram em JESUS e foram fieis, e permaneceram até o fim. Quando Satanás, pela última vez, rebelou-se contra DEUS, esses não o acompanharam e, agora, estão diante do Trono Branco, sabendo que seus nomes estão no Livro da Vida”.
1. O Lago de Fogo. É este o lugar onde o bicho não morre e o fogo nunca se apaga. (Cf. Mc 9.46). “A palavra hebraica que descreve este lugar, como no Antigo Testamento, é “Tofete” (Is 30.33; Jr 7.31-32). Mas a palavra grega é “Geena” (Mt 5.22, 29, 30; 10.26; 23.14, 15, 33). “Geena” refere-se literalmente ao “Vale do filho de Hinom”, vale, este, fora da cidade de Jerusalém que servia de Monturo da cidade e onde queimavam seus filhos em sacrifícios a Moloque, o deus pagão. JESUS empregou o termo “Geena” 11 vezes, sempre no sentido literal. Ali sempre havia fogo aceso, servindo desta maneira para figurar o Lago de Fogo que arde eternamente. A palavra encontra-se em Mt 5.22, 29, 30; 23.15, 33; Mc 9.43, 45, 47; Lc 12.5; Tg 3.6. Em cada caso, com exceção do último, a palavra sai dos lábios do Senhor JESUS em solene aviso das conseqüências do pecado. Ele descreve como o lugar onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. A expressão é idêntica à que temos aqui: “o lago de fogo”.

OS LIVROS (Pr. Geziel Gomes)
1- As pessoas que saíram do Egito, e que morreram no deserto, umas foram salvas e outras condenadas.
2- É simples, é só ver a situação do povo, uns eram realmente crentes, outros rebeldes.
3- Quanto ao julgamento, no dia do juízo final serão abertos vários livros, passarei a citar alguns:
3.1- O livro da consciência Rm 2.15;
3.2- O livro da natureza Sl 19.1-14;
3.3- O livro da lei Rm 2.12;
3.4- O livro do Evangelho Rm 2.16;
3.5- O livro das memórias Lc 16.25;
3.6- O livro das obras Ap 20.12;
3.7- O livro da vida Ap 20.15.
4- Todas as pessoas serão julgadas, e todas receberão de DEUS o que merecem, ninguém se dará por inocente diante de DEUS, porque cada um será julgado de acordo com os livros citados acima.
5- O caso de Moisés: Ele não entrou na Terra da Promessa, mas foi salvo, pois o vemos falando com JESUS em Mt 17.3.

NOSSO NOME NO LIVRO DA VIDA (O Livro mais importante que todos os outros)

Apocalipse 19.14,15
(Pr. Geziel Gomes)
Introdução:
· A vida humana sem tem sido associada a livros.
· A vida espiritual também se relaciona com livros.
· No fim de todas as coisas será instalado O Grande Trono Branco.
· No Grande Trono Branco serão abertos os livros de DEUS.
· último e mais importante livro será o LIVRO DA VIDA.

I. O MAIS IMPORTANTE LIVRO DO UNIVERSO – O LIVRO DA VIDA
1. Um livro que jamais foi visto na Terra
2. Um livro que não contem registros feitos por mãos humanas
3. Um livro que nunca se acabará
4. Um livro que contem registros infalíveis e inapeláveis.

II. POR QUE ELE E CHAMADO DE LIVRO DA VIDA?
1. Porque ele está guardado no Reino da Vida
2. Porque ele é administrado pelo Príncipe da vida
3. Porque ele diz respeito aos que possuem vida eterna
4. Porque os que nele são inscritos são recomendados pelo
ESPÍRITO da vida

III. PARA QUE DEUS CRIOU O LIVRO DA VIDA?
1. Para registrar os nomes dos nascidos de novo, os futuros habitantes do Céu
1.1 Os Salvos
1.2 Os Santos
1.3 Os Servos
2. Para registrar os nomes dos que jamais morrerão espiritualmente.
2.1 O pecado produziu morte
2.2 A salvação produziu vida
3. Para registrar os nomes dos que serão arrebatados
3.1 O Arrebatamento está anunciado claramente na Bíblia
3.2 Os Governos recolhem seus cidadãos em caso de guerra, calamidade
4. Para registrar os nomes dos destinados a vencer Satanás
4.1 Vencerão pela Palavra de DEUS
4.2 Vencerão pelo sangue do Cordeiro

IV. AS QUATRO MAIORES TRAGÉDIAS DA VIDA
1. Viver neste mundo sem ter abarcado a CRISTO
2. Sair deste mundo sem Ter a certeza de salvação
3. Morrer sem ter o nome escrito no Livro da Vida
2. Ter o nome escrito e depois ser ele riscado
Conclusão
Venha a CRISTO para que seu nome seja escrito
Faça uma confissão que confirme seu nome no livro da vida (Mt 10.32; Rm 10.9,10).

SINÓPSE DO TÓPICO (1) O julgamento que o Altíssimo conduzirá no final dos tempos consoante às obras dos homens chama-se Juízo Final.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) Antes de instaurar o Juízo Final, o Senhor julgará antecipadamente a Besta, o Falso Profeta e o Dragão.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Na instauração do Juízo Final teremos os seguintes símbolos: o Trono Branco, os tronos dos justos, o Supremo Juiz e os livros do Juízo.
SINÓPSE DO TÓPICO (4) No Juízo Final, os mortos, sejam grandes ou pequenos, estarão diante do Trono Branco.
SINÓPSE DO TÓPICO (5) Embora não sejam pessoas, a morte e o inferno serão finalmente julgados. Eles simbolizam os dois grandes castigos perpetuados na humanidade.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO – Subsídio Bibliológico

O Juízo Final – Escatologia, doutrina das últimas coisas. Severino Pedro da Silva – Rio de Janeiro, CPAD, 1988.
1. O Grande Trono Branco
“E vi um grande trono branco, e o que estava assenta- do sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11).
Pela ordem cronológica dos acontecimentos, este capítulo deveria vir logo após o do Milênio, mas é evidente que era necessário que tivéssemos uma noção clara sobre outros assuntos importantes, para uma melhor compreensão do significado do pensamento.
Nesta seção, segundo foi presenciado por João, aparece um trono isolado! Nessa cena celestial não aparece qualquer hoste de anjos ou quaisquer outros seres ceies- tiais.
Todos os olhos se fixarão diretamente sobre o trono. Vasto, intenso e rebrilhante. Os próprios céus (atmosférico e estelar) e a terra não mais podem ser vistos, deixaram de existir, em antecipação a nova criação. Não chegam, por- tanto, ao campo de nossa visão. A fuga do céu e da terra, deve ser entendida literalmente como o fim da antiga criação. conforme se vê em 2 Pedro 3.7 e ss; Apocalipse 21.1 e
ss. Na passagem em foco, diz que “…não se achou lugar para eles”.
Em outras palavras, nenhum espaço será achado para a antiga criação, nem mesmo os antigos lugares ceies- tiais.(1™)
a. O Trono. A palavra “trono” ou “tronos”. Ela, no grego é (“thronos”). É usada no Novo Testamento com 0 sentido de “trono real” (Lc 1.32,52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (Mt 19.28; Lc 22.30). Também há alusão aos “tronos” de elevados poderes angelicais, ou governantes humanos (Cl 1.16).
O trono do presente texto, é grande! É de vastíssimas dimensões! Enchendo o campo inteiro de nossa visão; ex- pulsa da vista todos os outros elementos. Ameaça; deixa a mente atônita.
Trata-se de um infinito julgamento, diante do qual es- tá o que é finito: o pobre humano morto.(1’9)
O trono é branco! Resplandeceu de pureza e santidade, o que exige justiça! Castigo! Julgamento! Purificação! Retribuição! Tudo isso descreve uma cena fora da história humana! É o Juízo Final!
b. Entre os muitos julgamentos ou juízos especiais, a Bíblia menciona sete, que têm significado especial:
1) O julgamento dos pecados do crente na cruz de nos- so Senhor JESUS CRISTO (Jo 13.31). Ele foi aí justificado por- que CRISTO, havendo levado os seus pecados sobre a cruz, foi feito por DEUS justiça (1 Co 1.30).
2) O crente julgando-se a si mesmo, para não ser julgado com o mundo (1 Co 11.31).
3) O julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de CRISTO,־ logo após o traslado da Igreja (Rm 14.10; 1
Co 3.12; 2 Co 5.10).
4) O julgamento das nações vivas por ocasião da “Parousia” de CRISTO (Mt 25.32 e ss).
5) O julgamento de Israel, na Volta de CRISTO, como “amadurecimento da nação”, para ingressar no Reino Milenar (Ez 20.33 e ss; Mt 19.28).
6) O julgamento descrito por Paulo em 2 Timóteo 4.1, que se dará na “sua vinda (de CRISTO) e no seu reino”.
7) O julgamento do “Grande Trono Branco” aqui mencionado nesta seção (Ap 20.11-15).
2. O Direito
No sentido lato da mesma forma que se chama direito, na ordem física, o caminho que conduz, sem desvio, de um ponto a outro, do mesmo modo, na ordem moral, o direito é, etimologicamente, o que conduz o homem, sem desvio, a seu fim último.
Diante da majestosa presença do Criador, tudo será aquilatado diante do seu poder moral, isto é, um poder que se baseia na razão e na lei moral.
Opoê-se, assim, ao poder físico, que se baseia na força. A força certamente pode ser justa, mas não é o direito. O direito, porém, tem seus limites, porque se apóia numa lei que, por sua vez, visa a um fim determinado.
Do ponto de vista divino de observação, esse direito será regido pela Justiça de DEUS. Nesse julgamento infinito além dos demais atributos divinos, prevalecerão a justiça e a retidão de DEUS.
a. A Bíblia, em seu conceito geral, afirma ser DEUS “O Justo Juiz” (Gn 18.25; 2 Tm 4.8; Ap 16.7). Ele não pode ul- trajar o direito de ninguém, pois se assim procedesse, con- trariava toda sua natureza. As Escrituras afirma que “justiça e juízo são a base do seu trono” (SI 97.2b).
A justiça divina é a execução da retidão; essa pode ser chamada de santidade judicial.
“Justiça” é uma palavra que aparece por 476 vezes na Bíblia. No Antigo Testamento, aparece como tradução do termo hebraico “çedheq”. E em 0 Novo, no substantivo grego “dikaiosume” cerca de 90 vezes. Seu sentido lato, quer dizer “equidade legal”.(160)
b. Outra palavra que descreve um dos atributos mo- rais de DEUS ligado ao juízo é a retidão.
A retidão de DEUS é a imposição de leis e exigências re- tas; podemos chamá-la de santidade legislativa. DEUS é “reto em todos os seus caminhos” (SI 92.15). Ele se move por uma vereda de equidade e absoluta perfeição. Todos esses atributos (e mais ainda) estarão presentes diante do Trono Branco.
3. O Juiz
Ο Filho se assentará juntamente com 0 Pai, em seu trono, para julgar. Mas 0 Pai é quem figura majestaticamente em as seguintes referências: At 17.31; Hb 1.3; Ap 4.2,9; 5.1,7,13; 7.10; 19.4; 21.5, e por meio de JESUS todos ali serão julgados (Jo 5.22). Duas classes de seres ali estarão presentes e serão julgados perante aquele grande trono!
Primeiro: “…Os grandes” (os anjos caídos) (2 Pd 2.4; Jd v 6).
Segundo: “…Os pequenos” (os homens sem DEUS) (SI 8.5; Hb 9.27).(161) Em Apocalipse 20.15, demonstra um julgamento individual, confirmando o v 13: “…e foram julgados “cada um” segundo as suas obras”.
DEUS julgará cada um segundo as suas obras, porque no Inferno há também diversos graus de sofrimento (Ez 32.21-23; Hb 10.29).
a. É evidente que os salvos que comparecerem diante do Trono de DEUS, cujos “nomes se encontram no livro da vida”, não fazem parte da Igreja (isso não quer dizer que ela não esteja ali) e, sim, aqueles que foram fiéis a Deusdurante 0 Reino Milenar. Diante do Trono Branco estão multidões incalculáveis que, durante o Milênio, creram em JESUS e foram fiéis, e permaneceram até 0 fim. Quando Satanás, pela última vez, rebelou-se contra DEUS, esses não o acompanharam e, agora, estão diante do Trono Branco, sabendo que seus nomes estão escritos no livro da vida para receberem a vida última.(162)
Diante deste julgamento estarão também o monarca de Nínive, isto é, o rei Adade-Merare, sucessor de Salma- nazar II e a rainha de Sabá que, segundo se afirma, foi a rainha Makeda de Aksum. Eles estão ali, não para serem condenados, mas para receberem de DEUS a confirmação última de sua promessa (Mt 12.40-42; Lc 11.30-32).
b. Em Apocalipse 21.27 diz que, só terão permissão de entrar na Jerusalém Celestial “…os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro”.
Entre os livros escritos com tinta e outros, encontra- mos os seguintes:
Primeiro: “O livro da consciência” (Rm 2.15).
Segundo: “O livro da natureza” (SI 19.1-14).
Terceiro: “O livro da lei” (Rm 2.12).
Quarto: “O livro do Evangelho” (Rm 2.16).
Quinto: “0 livro das memórias” (Lc 16.25).
Sexto: “O livro das obras” (Ap 20.12).
Sétimo: “O livro da vida” (Ap 20.15). O livro da vida do Cordeiro é o livro que dá admissão ao mundo eterno. A missão plena de JESUS CRISTO, derramando o seu sangue, foi para conduzir-nos a DEUS, em sua real presença. Seu títu-
10, “0 Cordeiro”, faz subentender tudo isso. 0 livro da vida é o livro de uma infinita compaixão, porque contém, exclusivamente nomes de ex-pecadores.(16 )
Está aberto para todos; e, no entanto, muitos despre- zam as suas promessas. Prezado leitor: tens teu nome es- crito lá?
Se ainda não – faze-0 o mais depressa possível. “…Ainda há lugar!” (Mt 11.28; Ap 22.17). Porquanto che- gará o dia: “o dia do juízo final” quando “…aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no Lago de Fogo” (Ap 20.15). Teme! Pois!
Escatologia, doutrina das últimas coisas. Severino Pedro da Silva – Rio de Janeiro, CPAD, 1988.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO – Subsídio Bibliológico
“Inferno
O inferno, no sentido de um lugar para futuro castigo, certamente é ensinado de uma maneira distinta na Bíblia. Embora a doutrina não seja tão claramente expressa no Antigo Testamento quanto o é no Novo Testamento […]. [Há nas Escrituras] […] quatro palavras traduzidas como “inferno” são [elas]:
1. Sheol. […] No Antigo Testamento, sheol é usada para a sepultura (Jó 17.13; Sl 16.10; Is 38.10) e para o lugar dos mortos, tantos bons (Gn 37.35; Jó 14.13; Sl 6.5; Ec 9.10) quanto os maus (Sl 55.15; Pv 9.18).
2. Hades. [É] a palavra grega que mais se aproxima de sheol e o nome do deus grego do submundo. […] Hades […] é o lugar dos maus (Lc 16.23). […] Hades é a tradução de Sheol em Salmos 16.10 e refere-se simplesmente ao sepulcro ou à morte. Nas passagens de Apocalipse, Hades parece estar personificado como um sinônimo da morte em relação ou seu poder sobre os homens, provalvelmente seguindo a metáfora de Mateus 16.18.
3. Geena. [Refere-se a] um lugar onde havia fogo constante, um símbolo dos espíritos perdidos atormentados […] (Mt 5.22; 29,30; 10.28; Mc 9.43,45,47; Lc 12.5; Tg 3.6).
4. Tartaroo. Um verbo grego que significa “enviar Tártaro”, encontrada somente em 2 Pedro 2.4. Os gregos viam Tártaro como um lugar subterrâneo, inferior ao Hades, onde a punição divina era infligida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.968,69).

VOCABULÁRIO
Casuísmo: Argumento ou medida fundamentada em raciocínio enganador ou falso, especialmente em direito e moral, e baseada muitas vezes em casos concretos e não em princípios fortemente estabelecidos.
Consoante: Concordante.
BIBLIOGRAFIA

Oliveira, João de, Editora CPAD, Rio de Janeiro,
Renovato, Elinaldo , Revista da EBD, Editora CPAD, Rio de Janeiro. 2015
http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/Escatologia-Cronologia-Almir.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/ebd-henr.htm
http://igspot.ig.com.br/almirbalmeida/escatologia_cronologia.htm
http://www.cacp.org.br/o-que-houve-com-os-santos-que-ressuscitaram-no-dia-da-morte-de-jesus/

SUGESTÃO DE LEITURA
Daniel e o Apocalipse, Dicionário de Referências Bíblicas e Respostas às Perguntas que os Católicos Costumam Fazer
SUGESTÃO DE LEITURA
Apocalipse Versículo por Versículo, Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica e Dicionário de Profecia Bíblica.
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
Mateus – Série Cultura Bíblica – R.V.G Tasker
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD
http://www.mrnog.hpg.ig.com.br/arrebatamento.htm
http://www.chamada.com.br/mensagens/vsarrebat.shtml
http://igrejaassembleiadedeus.org/arrebatamento.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-vemofimofimvem-oarrebatamentodaigreja.htm
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
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Mateus – Série Cultura Bíblica – R.V.G Tasker
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
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Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD
Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 3º Trimestre de 1998 – Título: Escatologia — O estudo das últimas coisas- Comentarista: Elienai Cabral – Lição 9: As Bodas do Cordeiro
Escatologia – Doutrina das Últimas Coisas – Severino Pedro da Silva

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Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
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VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
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Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD
Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD
Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD
Estudos sobre o Apocalipse, CPAD
As Disciplinas da Vida Cristã; CPAD
A Doutrina Bíblica dos Anjos; CPAD
Doutrinas dos Anjos e Demônios, CPAD
Comentário Bíblico Apocalipse, CPAD
O Calendário da Profecia, CPAD
Uma Igreja Apaixonante, CPAD
Escatologia – Doutrina das Últimas Coisas – Severino Pedro da Silva – CPAD
Antes que a noite Venha, CPAD
A Segunda Vinda e Israel, CPAD
Gogue e o Anticristo, CPAD
Desmistificando sofismas, por Anderson Rangel (Apostila Heresias I – Rangel) – Rio das ostras – RJ
Erros escatológicos que os Pregadores devem evitar, CPAD
Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD

ESTUDO ESCATOLOGIA II

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AS DUAS TESTEMUNHAS

APOCALIPSE 11.1-11

E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.
Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.
E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.
Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem.
E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará.
E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o nosso Senhor também foi crucificado.
E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros.
E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.
E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.
E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.

LIÇÃO 11 - O EVANGELHO DO REINO NO IMPÉRIO DO MAL - IV A PROCLAMAÇÃO DAS DUAS TESTEMUNHAS - AS DUAS TESTEMUNHAS

“Se bastou Moisés para pertur­bar o Egito e Elias para conturbar o reino apóstata de Israel, o que não farão dois profetas semelhantes a eles atuando conjuntamente? É o que se dará durante o governo do Anticristo.”

[1] 1. A identidade das duas testemunhas. Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse? Moisés e Elias? A Bíblia não o diz. Por isso, não quero especular so­bre as suas identidades. Aprendi que não preciso ter voz quando a Palavra de Deus se cala.
São eles as duas oliveiras e os dois castiçais, que se encontram diante de Deus (Ap 11.4).

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Os dois profetas agitarão o reino do Anticristo, desmascaran­do-o como emissário de Satanás e proclamando sobre toda a terra os juízos divinos. O seu ministério durará 1260 dias (Ap 11.1-3). Eles “têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em san­gue e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem” (Ap 11.6).”

“2. A morte das duas tes­temunhas. Terminado o seu mi­nistério de quarenta e dois meses, a besta os matará. E expor-lhes-á os corpos na praça da cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito (Ap 11.8). E todos se alegrão com a sua morte.”

“3. A ressurreição das duas testemunhas. Depois de três dias e meio, Deus enviar-lhe-á o espírito de vida, pondo-os de pé à vista de todos. Em seguida, serão levados para o céu. Logo após o seu arrebatamento, a cidade será abalada por um grande terremoto (Ap 11.11-13).”

A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

QUADRO CRONOLÓGICO COMPLETO DOS EVENTOS ESCATOLÓGICOS

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É certeza que JESUS virá com a Igreja e que a Igreja já subiu antes?
A palavra( grega faneróo de epifaneia, em Cl 3.4, significa, manifestar, aparecer – esse texto revela que Jesus voltará com a igreja, ver: 1 Ts 3.13;
Pergunta:
Como Jesus voltará com a igreja se antes não a levou? Por isso é que somos pré-tribulacionistas, vamos subir antes da Grande Tribulação.
Cl 3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.
1 Ts 3.13 Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos.

A igreja não estará mais sujeita ao pecado e nem ao contato físico com os seres humanos no milênio, pois, além de ser casada agora com um marido, a saber, CRISTO, eles não têm corpos mortais capazes de se relacionar com os seres humanos mais.
Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. Marcos 12:25 – Em questão de sexo, JESUS estava explicando – o contexto é esse. Mc 12.23 Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? porque os sete a tiveram por mulher.

QUEM SERÁ O ANTICRISTO – DE ONDE VEM?
Podemos supor que em todas as épocas Satanás já tenha alguém para assumir o governo da Terra porque ele não sabe que dia JESUS vem. Podemos também deduzir da bíblia que ele será homossexual devido a se levantar contra tudo o que DEUS ensina. Podemos também deduzir que será descendente de Judeu, talvez com árabe, para fazer acordo com esses povos e reconstruir o templo em Jerusalém, também deve ser da descendência de Davi para que possa enganar os judeus se fazendo passar pelo messias. Tudo é suposição, nada podemos afirmar.
Batalha Sangrenta – Apocalipse: 14. 20. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios.

TODO OLHO O VERÁ
Naquele tempo não tinha tecnologia, por isso nem todos puderam ver JESUS subir. Se tivesse TV, celular e tudo o mais que já inventaram e ainda vão inventar, todo olho o teria visto subir. Mas como agora, temos a tecnologia e ainda se terá mais ainda no final da Grande Tribulação, então todo o olho o verá voltar, da mesma forma que subiu, visível a todos (naquela época poucos O viram subir, mais de 500 irmãos), agora bilhões O verão descer.
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Atos 1:6,7
E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.
Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. Atos 1:9-11
Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 1 Co 15.6.

JUDEUS SUPLICARÃO PELA VINDA DO MESSIAS

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Como que os que transpassaram a Jesus verão a sua vinda em glória se estes já morreram a muitos anos?
Os judeus. Em nossa cultura não há isso, mas na cultura judaica o que o pai fez o filho fez. Como todos são descendentes de um mesmo pai, Abraão, são uma família só.
Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. João 6:49
Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Mateus 23:32
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. Atos 7:51
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. Lucas 1:55
Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Zacarias 12:10.

JESUS VEIO PARA REINAR – ATÉ OS DEMÔNIOS SABIAM DISSO
Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
João 18:33-37
Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo – JESUS confirmou que era rei era para reinar que veio ao mundo
JESUS deu testemunho da verdade. JESUS disse claramente – Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo – ESSA passagem é sobre o reino milenial que era para começar exatamente naqueles dias se os judeus o tivessem recebido como Messias. — Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. João 1:11 —- E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Mateus 15:24 — OS DEMÔNIOS SABIAM – E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? Mateus 8:29.

MONTE DA OLIVEIRAS
ZACARIAS Cap. 14
3 Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha.
4 Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; se o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul.
9 E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.

SATANÁS PRESO – ANTICRISTO E FALSO PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO E ENXOFRE, IMPIOS PARA O INFERNO ESPERAR O JUÍZO FINAL E LAGO DE FOGO E ENXOFRE
Apocalipse: 19. 17. E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, 18. Para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. 19. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 20. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 21. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.

3 BATALHAS – SETE MESES ENTERRANDO OS MORTOS DA GRANDE BATALHA, NO FINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO
ISRAEL SERÁ ATACADA POR GOGUE DO EXTREMO NORTE PROVAVELMENTE RUSSIA, E AS DEMAIS SÃO NAÇÕES CONHECIDAS COMO INIMIGAS DE ISRAEL NA ATUALIDADE; DEPOIS NA BATALHA DO ARMAGEDOM, O LÍDER É O ANTICRISTO E ESTÁ COM SEUS EXÉRCITOS DO MUNDO INTEIRO e ainda haverá abatalha final na guerra com Gogue e Magogue, no final do milênio.
São 3 batalhas, mas creio que este evento de 7 meses enterrando os mortos será no final da Grande Tribulação devido à grande quantidade de mortos e por estar no cap 39 de Ezequiel.
Ezequiel: 39. 11. Naquele dia, darei a Gogue como lugar de sepultura em Israel, o vale dos que passam ao oriente do mar, o qual fará parar os que por ele passarem; e ali sepultarão a Gogue, e a toda a sua multidão, e lhe chamarão o Vale de Hamom-Gogue. 12. E a casa de Israel levará sete meses em sepultá-los, para purificar a terra. 13. Sim, todo o povo da terra os enterrará; e isto lhes servirá de fama, no dia em que eu for glorificado, diz o Senhor Deus. 14. Separarão, pois, homens que incessantemente percorrerão a terra, para que sepultem os que tiverem ficado sobre a face da terra, para a purificarem. Depois de passados sete meses, farão a busca; 15. e quando percorrerem a terra, vendo alguém um osso de homem, levantar-lhe-á ao pé um sinal, até que os enterradores o enterrem no Vale de Hamom-Gogue.
Não confunda uma batalha com a outra – uma no meio da GT – outra no final da GT e outra no final do milênio.

A IGREJA PARTICIPARÁ DA BATALHA DO ARMAGEDOM?

fim-do-mundo-27

APENAS ASSISTINDO A VITÓRIA DE CRISTO, POIS OS EXÉRCITOS INIMIGOS
SERÃO DESTRUÍDOS PELO ASSOPRO DA BOCA DE JESUS E PELA ESPADA QUE SAI DE SUA
BOCA. — E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro
da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 2 Tessalonicenses 2:8 —
Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da
terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios
matará ao ímpio, Isaías 11:4 — E os demais foram mortos com a espada que saía
da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das
suas carnes. Apocalipse 19:21

NO MILÊNIO TODOS VÃO SER AMIGOS DOS JUDEUS
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco. Zacarias 8:23.
Esta nação foi chamada para mostrar DEUS às outras nações. Assim será no milênio.
Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. 1 Crônicas 16:24. Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas. Salmos 96:3. Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei louvores entre as nações. Salmos 108:3. Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; eu te cantarei entre as nações. Salmos 57:9

“Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15).

Juntamente com a sua Igreja, virá o Senhor para derrotar o Anticristo, e implantar, aqui na terra, o glorioso reino milenial.

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Jd vv. 14,15 A volta triunfante de Cristo com a sua Igreja
14 Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem com milhares de seus santos, 15 para fazer juízo contra todos, e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram
Daniel 7.10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor.
Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder,
Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

2 Ts 2.8 Ele virá para destruir o Anticristo
8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.
2.8 A QUEM O SENHOR DESFARÁ. Depois que Satanás e “o homem do pecado” realizarem sua obra de engano e maldade (vv. 9,10), serão aniquilados quando da vinda de Cristo à terra, no fim da tribulação (ver Ap 19.20)

Ap 17.14 Ele virá como Rei dos reis
14 Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos, e fiéis.
17.14 COMBATERÃO CONTRA O CORDEIRO. Cristo destruirá o anticristo e aos que a ele se aliam na batalha final de Armagedom (ver 16.14,16).

Ap 17.14 Ele virá como o Senhor dos senhores
14 Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos, e fiéis.

Ap 19.11 Ele virá para pelejar e julgar com justiça
11 Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça.
19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de Cristo à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.

Leitura referente à Vinda de Jesus em Gória: Ap 19.11-21
11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12 E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. 13 E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. 14 E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. 15 E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as 14regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. 16 E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. 17 E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus, 18 para que comais sa carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. 19 E vi a besta, te os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. 20 E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. 21 E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes.

19.11 VI O CÉU ABERTO. Este versículo narra o começo da segunda vinda de Cristo à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30). É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.
19.14 EXÉRCITOS QUE HÁ NO CÉU. Estes exércitos celestiais que voltam com Cristo incluem todos os santos que já estão no céu (cf. 17.14). Suas vestes brancas confirmam esse fato.
19.15 FERIR… AS NAÇÕES. Quando Cristo voltar à terra, castigará as nações ímpias e rebeladas contra Ele. Reger “com vara de ferro” significa destruí-las (cf. Sl 2.9). Pisar o lagar indica quão terrível é seu julgamento (cf. Is 64.1,2; Zc 14.3,4; Mt 24.29,30; cf. Ap 14.19).
19.15 DO FUROR E DA IRA DO DEUS TODO-PODEROSO. Esta é uma séria advertência da aversão de Deus pelo pecado. A idéia humanista de que Cristo faz vista grossa ao pecado e à imoralidade por causa do seu amor não tem lugar na revelação que Ele faz de si mesmo neste livro.
19.17 À CEIA DO GRANDE DEUS. Esta sinistra ceia tem a ver com a batalha de Armagedom (ver 16.16 *). (1) Nessa ocasião, a destruição dos inimigos de Deus na terra será tão grande, que será preciso um excessivo número de aves para limpar o campo da batalha. É chamada a “ceia do grande Deus”, porque Deus a ordenará para as aves de rapina. (2) Trata-se da cena de julgamento da terrível crueldade e impiedade deste mundo. Outras profecias que, com toda a probabilidade, referem-se a esse evento vindouro, são: 14.14-20; 16.13-16; 17.14; Jr 51.27-36; Ez 39.17-20; Jl 3.9-15; Sf 3.8; Zc 14.2-5.
19.19 PARA FAZEREM GUERRA. Deus permitirá que agentes demoníacos reúnam as tropas das nações, na região de Armagedom, como parte dos preparativos para esta cena (ver 16.16 *; Jr 25.32,33; Jl 3.2; Sf 3.8; Zc 14.2,3). (1) Este conflito durará pouco. O anticristo será destruído e também todos os ímpios (vv. 19-21). (2) O julgamento divino não somente abrange os exércitos ali reunidos, mas também o mundo inteiro (Jr 25.29-33).
19.20 FALSO PROFETA… FIZERA OS SINAIS. João volta a descrever o falso profeta e a sua religião mediante uma só característica destacada: enganava a muitos, operando sinais, maravilhas e milagres (cf. 13.13-15; cf. 2 Ts 2.9,10). A conclusão é óbvia: nos últimos dias, aqueles que forem fiéis a Cristo e aos seus mandamentos (cf. 14.12) não devem avaliar a verdade tão somente por haver sucesso ou milagres. O próprio Senhor adverte solenemente: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24)
19.21 OS DEMAIS FORAM MORTOS. Deus destrói os ímpios em toda a terra (ver Jr 25.29-33). Logo, nenhuma pessoa não-salva entrará no reino milenial de Deus (20.4). Durante a tribulação, o evangelho foi devidamente anunciado pelos 144.000 e pelas duas testemunhas e também com os anjos que vieram com JESUS em sua glória e pelo próprio JESUS em sua aparição gloriosa a todos os que habitavam na terra. Aqueles que rejeitaram a verdade, receberam “a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade” (2 Ts 2.11,12). Note que os injustos “não hão de herdar o Reino de Deus” (1 Co 6.9-11; cf. Gl 5.21). Eles serão separados dos justos, depois que Cristo voltar em glória e serão destinados ao castigo eterno (Mt 25.31-46).

INTRODUÇÃO
Conflito! O livro de Apocalipse está cheio de guerras: o dragão contra o filho varão, Miguel contra os anjos de Satanás, as bestas contra os cristãos. Quando cada lado é descrito, a tensão aumenta. Qual será o resultado da batalha? Quando as almas sob o altar serão vingadas (6:9-11)? Seja bem vindo ao Apocalipse.

História de Megido ou Armagedom, palco da maior batalha terrestre de todos os tempos.
O VALE DE JEZREEL – (VALE DO MEGIDO = VALE DO ARMAGEDOM) CENÁRIO HISTÓRICO DA BATALHA TRAVADA POR GIDEÃO E OS SEUS TREZENTOS
Quando da divisão da terra, meia tribo de Manassés, inclusive os descendentes de Abiezer, herdaram o território compreendido entre o mar e os territórios das tribos de Aser, Issacar e Efraim.
Naquela região ficava o vale de Megido, também conhecido como vale de Jezreel. Megido ( meghiddô ) foi uma das cidades tomadas por Josué, quando invadiu Canaã (Js 12.21).
Pertencia ao território de Issacar, mas foi dada por herança à tribo de Manassés (Js 17.11), a qual não conseguiu expulsar os seus antigos moradores cananeus, que continuaram nela como tributários (Jz 1.27,28; 1 Rs 4.12; 9.15-19; 1 Cr 7.29).
Era localizada ao sopé da região montanhosa do lado norte da serra do Carmelo, na planície de Esdrelon, também conhecida como planície de Megido (antigamente era chamada vale de Jezreel – Js 17.11,16), que se estende desde os montes de Nazaré, ao norte, até aos montes de Samaria, ao sul, e entre os montes Carmelo e Gilboa.
Ao longo do vale de Jezreel (planície de Esdrelon), corria o rio Quisom (atual Nahr el-Muqatta), começando nas colinas do norte de Samaria, atravessando a planície e banhando, entre outras, as cidades de Suném, Jezreel (1 Rs 18.40), Megido (Jz 5.19), e Jocneão (Js 19.11), indo finalmente desaguar junto ao monte Carmelo, no mar de Acra, próximo a atual cidade israelita de Haifa.
Em toda aquela região, os reis que antecederam Josué, tinham carros de ferro (Js 17.16). Por ela passavam as principais rotas norte-sul, que atravessavam a Palestina ocidental, e também a importante rota que corria de leste para oeste.
Nela passava a estrada principal que ligava a Mesopotâmia ao Egito, e a estrada de comércio que vinha do sul da Arábia e ia até Gaza, na Filístia (Jz 6.3,4). Devido à sua localização estratégica, a região era conhecida como campo de batalha das nações. Ao longo dos séculos, ela tem sido palco de inúmeras guerras:
Durante a permanência de Israel na terra prometida, ali aconteceu a batalha de Débora e Baraque contra Jabim, rei de Canaã (Jz caps. 4 e 5); de Gideão contra os midianitas (Jz 7); a última batalha de Saul contra os filisteus (1 Sm 28 a 31); de Elias contra os profetas de Baal (1 Rs 18.40); de Ben-Hadade, rei da Síria contra Israel (1 Rs 20); de Josias, rei de Judá, contra Faraó Neco (2 Rs 23.29,30).
No Novo Testamento a área de Megido é chamada de Armagedom (har-meghiddôn) , que significa “monte de Megido”. Ali ocorrerá a terrível batalha final dos reis da terra contra Israel, e da grande vitória de Israel que será promovida por Cristo (Os 1.10,11; 2.14-23; 13.4, 14; Zc 12.1-11; Ap 16.12-16; 19.11-19), quando então se darão as prisões da tríade maligna: Satanás, o anticristo e o falso profeta (Ap 19.19-21; 20.1,2), e terá início o reino milenial.

O Glorioso Aparecimento de Cristo do Céu para Julgar e Guerrear
1 Co 15.51 Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados (grifo nosso). 2ª VINDA – 1ª FASE

1Ts 4.15 Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. 16 Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre (grifo nosso). 2ª VINDA – 1ª FASE

No arrebatamento da Igreja nos encontraremos com o Senhor nas nuvens, nos ares e ninguém verá ao Senhor, exceto os que são arrebatados, os crentes. Ele vem para nos tirar do mundo e levar-nos para Ele (Jo 14) – Já, no dia do Senhor, Ele vem com a nuvens e todo olho o verá, Ele vem para juízo das nações e de Satanás e seus seguidores, vem também trazendo livramento para Israel (aqueles que o traspassaram), iniciará a grande batalha do Armagedom, no vale Megido (grifo nosso). 2ª VINDA – 2ª FASE

Mt 24.30 “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. 31 E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus (grifo nosso). 2ª VINDA – 2ª FASE
Ap 1.7 Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém. 8 “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.” (grifo nosso). 2ª VINDA – 2ª FASE

I. O QUE É A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
É a volta de CRISTO em sua segunda fase, pois na primeira, Ele veio sobre as nuvens, ninguém o viu e Ele veio para arrebatar a Igreja e levá-la ao Tribunal de CRISTO e Bodas do Cordeiro, para receberem galardão e serem definitivamente livres da morte e do juízo.
Desta vez, porém será visto por todo o mundo, pois as TV’S estarão mostrando sua decida sobre o monte das Oliveiras, em Jerusalém, num momento trágico para os judeus que estarão sendo sitiados por exércitos do anticristo, mas clamarão a DEUS pelo Messias prometido e então DEUS enviará o Senhor dos Senhores e o Rei dos Reis, JESUS CRISTO. Ele desce devagarzinho e com grande poder e glória. (Mt 24.30; Ap 1.7 acima)

1. O que é a volta triunfal de Cristo.
É o glorioso retorno de Cristo que, juntamente com a sua Igreja, virá instaurar, neste mundo, o Reino de Deus, de conformidade com o que predisseram os profetas, os apóstolos e o próprio Cristo (Is 9.6; Dn 7.13; Mt 6.10).
Is 9.6 = PORQUE UM MENINO NOS NASCEU. Aqui temos a predição do nascimento do Messias, Jesus Cristo (ver também 7.14 ). Seu nascimento ocorreria num tempo e lugar específicos na história, e esse Filho Messiânico nasceria de modo único e maravilhoso. Isaías registra os nomes que caracterizariam sua missão como o Messias. (1) Maravilhoso. O próprio Messias em si seria uma maravilha sobrenatural. A palavra hebraica, aqui, para maravilhoso é pele , a qual é usada exclusivamente a respeito de Deus, e nunca a respeito de seres humanos ou de obras humanas (cf. 28.29). O Messias demonstraria o seu caráter através das suas obras e milagres. (2) Conselheiro. O Messias seria a personificação da perfeita sabedoria e teria as palavras da vida eterna. Como conselheiro, Ele revelaria o plano perfeito da salvação (cf. cap. 11). (3) Deus Forte. No Messias, toda a plenitude da deidade existiria em forma corpórea (Cl 2.9; cf. Jo 1.1,14). (4) Pai da Eternidade. Ele não somente viria a fim de revelar o Pai celestial, como também Ele mesmo agiria eternamente em favor do seu povo como um pai compassivo que ama, que guarda e que supre as necessidades dos seus filhos (cf. Sl 103.13). (5) Príncipe da Paz. O reino do Messias traria a paz com Deus à humanidade, mediante a libertação do pecado e da morte (11.6-9; cf. Rm 5.1; 8.2).
Dn 7.13 VINHA… UM COMO O FILHO DO HOMEM. Este ser majestoso apresenta-se diante de Deus Pai como uma pessoa separada e distinta dEle, a fim de receber um reino eterno que jamais será dado a outros (conforme os reinos precedentes). As “nuvens do céu” são provavelmente nuvens de glória (cf. Êx 40.34,38; At 1.9,11; 1 Ts 4.17; Ap 1.7), uma indicação de que se trata do Filho divino (Mt 26.64), nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Lc 21.27; Jo 1.51).
6.10 VENHA O TEU REINO. A oração deve ocupar-se com o reino de Deus na terra agora e com seu pleno cumprimento no futuro. (1) Devemos orar pela volta de Cristo e pelo estabelecimento do reino eterno de Deus no novo céu e na nova terra (Ap 21.1; cf. 2 Pe 3.10-12; Ap 20.11; 22.20). (2) Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de Deus agora. Isso inclui a operação do poder de Deus entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o Espírito
Santo sobre seu povo.

II. QUANDO SE DARÁ A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
Enquanto estivermos nos céus, participando das bodas do Cordeiro e, de suas mãos, recebendo os galardões a que farão jus os trabalhos que realizamos em prol do Reino de Deus, estará a terra vivendo a Septuagésima Semana de Daniel que, profeticamente, terá a duração de sete anos, e pode assim ser dividida:
1. A primeira metade da semana, cuja duração será de três anos e meio, será ocupada pelo governo do Anticristo.
2. A segunda metade da semana, que terá a mesma duração da primeira, caracterizar-se-á pela Grande Tribulação. Por conseguinte, a Septuagésima Semana de Daniel terá, ao todo, a duração de sete anos (Dn 9.27). Logo: a volta triunfal de Cristo, que se fará acompanhar por sua Igreja, ocorrerá sete anos após o arrebatamento. O termo original traduzido por “semana” em Daniel 9.27 é literalmente “setenário”, isto é, sete anos.
Dn 9.27 SOBRE A ASA DAS ABOMINAÇÕES VIRÁ O ASSOLADOR. Cristo referiu-se à visão de Daniel quando disse: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel… ” (Mt 24.15). Estas palavras de Jesus podem referir-se à futura destruição do templo de Jerusalém pelo Anticristo (cf. 2 Ts 2.3,4; Ap 13.14,15)

O Que a Bíblia Diz Sobre Armagedom?
Lemos sobre Armagedom em Daniel 11.40-45; Joel 3.9-17; Zacarias 14.1-3; Apocalipse 16.14-16. Essa grande batalha acontecerá nos últimos dias da Tribulação. João nos fala que os reis do mundo se reunirão “…para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. …no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16.14,16). O local da reunião dos exércitos é a planície de Esdraelom, ao redor da colina chamada Megido, que fica no norte de Israel, a cerca de 32 quilômetros a sudeste de Haifa.
Segundo a Bíblia, grandes exércitos do Oriente e do Ocidente se reunirão nessa planície. O Anticristo reagirá a ameaças ao seu poder provenientes do sul. Ele também tentará destruir a Babilônia restabelecida no leste antes de finalmente voltar suas forças contra Jerusalém. (Durante centenas de anos a Babilônia, localizada no atual Iraque, foi uma das cidades mais importantes do mundo. Segundo Apocalipse 14.8; 16.9; e 17-18, ela será reconstruída novamente nos últimos dias como uma cidade religiosa, social, política e economicamente poderosa). Enquanto o Anticristo e seus exércitos atacarem Jerusalém, Deus intervirá e Jesus Cristo voltará. O Senhor destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e os lançará no lago de fogo (Apocalipse 19.11-21).
Quando o Senhor voltar, o poder e o governo do Anticristo terminarão. O Dr. Charles Dyer escreve sobre esse evento:
Daniel, Joel, Zacarias identificam Jerusalém como o local onde a batalha final entre o Anticristo e Cristo acontecerá. Todos os três prevêem que Deus intervirá na história para salvar Seu povo e destruir o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias prevê que a batalha terminará quando o Messias voltar à terra e Seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Essa batalha termina com a Segunda Vinda de Jesus à terra… A batalha termina antes mesmo de começar.*
A batalha de Armagedom – na verdade em Jerusalém – será o combate mais anticlimático da história. À medida em que João descreve os exércitos reunidos de ambos os lados, esperamos testemunhar um conflito épico entre o bem e o mal. Mas não importa quão poderoso alguém seja na terra, tal indivíduo não é páreo para o poder de Deus.
O conflito de Armagedom será uma batalha real?
A profecia de Armagedom não é uma alegoria literária ou um mito. Armagedom será um evento real de proporções trágicas para aqueles que desafiam a Deus. Será uma reunião de forças militares reais no Oriente Médio, numa das terras mais disputadas de todos os tempos – uma terra que nunca conheceu paz duradoura. Armagedom será também uma batalha espiritual entre as forças do bem e as do mal. Ela terá o seu desfecho com a intervenção divina e o retorno de Jesus Cristo. (Thomas Ice e Timothy Demy – http://www.chamada.com.br)
Nota
* Chambers, Joseph. A Palace for the Antichrist: Saddam Hussein’s Drive to Rebuild Babylon and Its Place in Bible Prophecy. Green Forest, AR: New Leaf Press, 1996.

eventosfuturos

III. OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
De acordo com o que podemos depreender dos vários textos proféticos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, estes são os principais objetivos da volta triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo:
1. Punir os ímpios. “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15).
Daniel 7.10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor.
Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder,
Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

2. Socorrer Israel. Zacarias, antevendo a angústia de Israel durante a Grande Tribulação, mostra de que forma o Senhor intervirá em favor de seu povo: “Eis que vem o dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres,
forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade. E o SENHOR sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente,
e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul” (Zc 14.1-4).
Zc 14.1 VEM O DIA DO SENHOR. “O dia do Senhor” é uma ocasião tanto de juízo quanto de restauração. Temos aqui uma referência ao tempo em que Cristo voltará para julgar as nações, e estabelecer seu reino terrestre.
14.2 AJUNTAREI TODAS AS NAÇÕES… CONTRA JERUSALÉM. As nações darão a entender terem ganho uma vitória militar, mas acabarão por serem destruídas (ver 12.3-9 *).
14.3 E O SENHOR SAIRÁ. O Senhor intervirá na batalha, e derrotará as nações.
14.4 NAQUELE DIA, ESTARÃO OS SEUS PÉS SOBRE O MONTE DAS OLIVEIRAS. Esta profecia será cumprida quando Jesus Cristo, na sua segunda vinda, voltar ao lugar de onde partira (Lc 24.50,51; At 1.9-12). A topografia da área será mudada dramaticamente. O monte fender-se-á: uma metade avançará para o Norte, a outra, para o Sul, deixando um vale entre ambas as metades.

3. Levar Israel à conversão nacional. No exato momento em que o Senhor Jesus estiver intervindo em favor dos israelitas, estes, de imediato, haverão de reconhecê-lo como o seu Messias. É o que profetiza Zacarias: “E o SENHOR primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não sejam exaltadas acima de Judá. Naquele dia, o SENHOR amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.7-10). Trata-se, como vemos aqui, de uma operação do Espírito Santo.
Zc 12.3-9 AJUNTAR-SE-ÃO CONTRA ELA TODAS AS NAÇÕES DA TERRA. No fim dos tempos, as nações reunir-se-ão contra Jerusalém e Israel. Deus, porém, intervirá, destruindo os inimigos de seu povo. As potências mundiais serão derrotadas na batalha do Armagedom (ver Ap 16.16; 19.19).

4. Derrotar as forças do Anticristo e implantar o Milênio.
O Governo da Terra estará de acordo com a vontade de DEUS, ou seja, será Teocracia, governo de DEUS. Nenhum outro sistema de governo é representante de DEUS na terra, DEUS nunca intentou que houvesse monarquia (Os Hebreus é que pediram, com inveja dos governos ímpios à sua volta). Democracia nunca foi e nunca será o sistema de governo idealizado por DEUS, pois está mais do que provado que os homens não sabem se governar; somente JESUS é senhor dos senhores e rei dos reis e pode governar sobre todos.
1 Sm 12.17 Pedirei ao SENHOR que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o SENHOR reprova totalmente, quando pediram um rei”. 18 Então Samuel clamou ao SENHOR, e naquele mesmo dia o SENHOR enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o SENHOR e Samuel. 19 E todo o povo disse a Samuel: “Ora ao SENHOR, o teu Deus, em favor dos teus servos, para que não morramos, pois a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir um rei”.

“E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.1-4).

Ap 20.2 PRENDEU O DRAGÃO… E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de Cristo e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de Deus (vv. 3,7-9).

A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10).
20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de Cristo na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21 *; 20.4 *). Embora a palavra “nações” seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2).
20.4 TRONOS; E ASSENTARAM-SE SOBRE ELES. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (cf. 2.7 *) e possivelmente incluem os santos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que “viveram” (i.e., voltaram à vida) depois da volta de Cristo são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando Cristo retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3 *; 1 Co 15.51)
20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de Cristo por mil anos é, às vezes, chamado “o milênio”, termo de origem latina que significa “mil anos”.

CONCLUSÃO
Olhando para as coisas futuras que hão de acontecer, cabe a cada um de nós, estarmos prontos para o arrebatamento e escaparmos das coisas que acontecerão após o mesmo.
O poder de Satanás não é, nem jamais será, capaz de resistir ao poder de Deus. Já vimos que Satanás é um derrotado (capítulo 12). Ele só pode fazer o que Deus permite, e Deus não lhe permite derrotar seus discípulos fiéis (1 Coríntios 10:13). É admirável que tantas igrejas e pregadores de hoje apliquem tanta da sua atenção ao trabalho do diabo derrotado. A mensagem de Apocalipse é clara, deveremos ver além do seu poder limitado e confiar no poder superior do Vencedor.

Características do reino Milenar de CRISTO:
(1) Foi predito no AT (Is 9.6; 65.19-25; Dn 7.13,14; Mq 4.1-8; Zc 14.1-9; cf. Ap 2.25-28).
(2) Satanás estará preso (ver vv. 2,3 *s).
(3) Do reino milenial de Cristo participarão os salvos da igreja (2.26,27; 3.21; 5.10; 20.4), e, possivelmente, os santos ressurretos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; Hb 11.39,40), e os santos mártires da tribulação (ver a * precedente).
(4) O povo do milênio a ser governado por Cristo consistirá dos que permanecerem fiéis a Ele durante a tribulação e até à sua vinda; e dos que nascerem durante o milênio (14.12; 18.4; Is 65.20-23; ver Mt 25.1 *).
(5) Nenhum inconverso entrará nesse reino (ver 19.21 *).
(6) Aqueles que reinarem com Cristo terão autoridade sobre todas as nações, e servirão e governarão Israel e as demais nações (v. 6; 3.21; 5.10; 20.6; Mt 19.28; ver Sf 3.9-20 *).
(7) Haverá paz, segurança, prosperidade e justiça em toda a terra (Is 2.2-4; Mq 4.4; Zc 9.10; ver Zc 2.5 *; 9.8 *). (8) A natureza será restaurada à sua condição original, de ordem, perfeição e beleza (Sl 96.11-13; 98.7-9; Is 14.7,8; 35.1,2,6,7; 51.3; 55.12,13; 65.25; Ez 34.25; Rm 8.18-23; ver Is 65.17-25 *; Ez 36.8-15 *; Zc 14.8 *).
(9) Todos que optarem pela senda da impiedade, da rebelião e da desobediência serão castigados (vv. 7-10). (10) No fim dos mil anos, o reino será entregue ao Pai, por Jesus (1 Co 15.24); então começará o reino final, eterno e perfeito de Deus e do Cordeiro (21.1-22.5).

Resumo:
A campanha do Armagedom:
A. A descrição:
1. Os reinos se reúnem para a peleja (Ap 19:15)
2. Este ajuntamento se dá num lugar chamado Armagedom (Ap 16:16)
3. Lá Deus julgará as nações por:
a. haverem perseguido Israel (Jl 3:2)
b. por causa de sua iniquidade (Ap 19:15)
c. por causa de sua impiedade (Ap 16:9)
B. A localização:
1. O monte Megido:
#Importantes batalhas de Israel (Jz 4; 5; 7; I Sm 31:8; II Rs 9:27; II Rs 23:29,30)
2. Vale de Josafá (Jl 3:2,13)
3. Edom ou Iduméia (Is 34; 63)
4. Jerusalém (Zc 2:2-11; 14:2)
C. Os participantes:
1. A federação de dez reinos, sob a liderança da besta.
2. A federação do norte (gogue e magogue).
3. Os reis do leste.
4. O rei do sul.
5. O Senhor e seus exércitos celestiais.
· Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de um contra os outros e contra Israel (Zc 12:2,3; 14:2) é particularmente contra o Deus de Israel que eles lutam (Sl 2:2; Is 34:2; Zc 14:3; Ap 16:14; 17:14; 19:11,14,15,19,21)
D. Os resultados:
1. Os exércitos do Sul são destruídos na campanha.
2. Os exércitos da Confederação do Norte são destruídos pelo Senhor.
3. Os exércitos da Besta e do Leste são destruídos pelo Senhor na Segunda Vinda.
4. A Besta e o Falso Profeta são lançados no Lago de Fogo (Ap 19:20)
5. Os incrédulos são eliminados de Israel (Zc 13:8)
6. Os crentes são purificados graças a essas invasões (Zc 13:9)
7. Satanás é preso (Ap 20:2)
# Deste modo, todas as forças hostis ao reinado de Cristo são destruídas.

REVELAÇÃO DE Cristo
I. Passagens chaves:
A. Zacarias 14:3,4
B. Mt 24:27-30
C. Ap 19:11-21
D. I Ts 1:7-10

II. Descrição:
A. Israel estará quase derrotado.
B. Cristo aparece nos céus com a igreja.
C. Seus pés tocarão o Monte da Oliveiras que se fenderá ao meio.
D. As tropas do Anticristo tentarão lutar, mas não terão oportunidade.
E. O Anticristo e o Falso Profeta são lançados vivos no Lago de fogo.
F. Os corpos do exército do Anticristo servirão de comida de aves.

III. A preparação para o reino:
A. Os judeus aceitam a Cristo como Messias (Zc 12:10; 13:9; Ez 26:24-31; Rm 11:26)
B. Juízo de judeus (Ez 20:33-38; Ml 3:1-5)
C. O julgamento dos gentios (Mt 25:31-46; Dn 12:11)
D. Ressurreição dos que mnorreram na Grande Tribulação (Ap 20:4-6; Dn 12:2 cf 12:13)
E. A prisão de Satanás (Ap 20:1-3)
F. O estabelecimento do reino (II Tm 2:12; Ap 20:4; Gn 15:18)

IV. PROPÓSITOS
A. Cristo ser manifesto a todo o mundo (Is 52.10; Ap 1.7; Mt 24.30)
B. Reunir Seus escolhidos, sendo glorificado neles (Mt 24.31 2 Ts 1.10)
C. Exterminar os ímpios (2 Ts 1.8; Is 42.13,14; 63.3-6)
D. Livrar Israel e destruir seus inimigos (Jl 3.16; Is 31.4,5; Is 49.24-26; Zc 14.3)
E. Ser contemplado pelos judeus e recebido como Seu Messias (Zc 12.10)
F. Julgar as nações, determinando quem participará do Milênio (Mt 25.31-46)
G. Estabelecer o Reino Milenar (Zc 14.9)