O Sagrado e o Profano na Igreja

I. O SAGRADO E O PROFANO CONVIVEM JUNTOS?
Um grande equivoco tem assolado as igrejas em nossos dias. Todo o movimento sacro que caracteriza o lugar espiritual está sendo substituído e solapado por outros travestidos de um pseudo rito sagrado. Quando se diz rito entenda-se todas as partes de um culto, seja ele: o templo, o linguajar, os elementos, as músicas, a aplicação da Palavra bem como sua interpretação, etc.
Este resumido estudo tem por objetivo fazer uma comparação entre a verdade “Sagrado” e as diversas formas de crenças desfocadas desta verdade, denominada “Profano”.

1.1. ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS RELIGIÕES

Segundo Max Muller religião é a linguagem pela qual os homens traduziam a impressão confusa dos sentimentos do coração.
Emanuel Kant : “Religião é a moral em relação a Deus, como legislador. É o reconhecimento dos nossos deveres considerados como mandamentos divinos”.
Ludwig Feuerbach : “Religião é o sonho da mente humana”.
James Frazer : A pergunta sobre se a nossa personalidade consciente sobrevive depois da morte tem sido respondida por quase toda raça humana dum modo afirmativo. Neste ponto os céticos ou os agnósticos são quase, se não inteiramente, desconhecidos”.
Schleiermacher : “ Religião é o sentimento do fato de dependência absoluta do Juiz invisível do nosso destino, acompanhado do desejo consciente de entrar em relação harmoniosa com Ele”.
Agostinho : “ Religião procura significar novamente alguma coisa que se havia perdido.”
Quando se pesquisa as origens das religiões, um primeiro problema impõe-se: até onde é possível remontar?
A primeira forma que a religião tomou foi a de um fetichismo que diviniza instantaneamente cada objeto, árvore, pedregulho e fonte, emprestando-lhe um poder místico. Preparada pela astrologia, que forma um estado intermediário, uma revolução fez a humanidade passar do fetichismo ao politeísmo. Revolução e não apenas evolução, diz Comte , pois no primeiro estado a matéria é ativa, no segundo ela é inerte e os deuses lhe são exteriores e superiores. O progresso da observação e do desejo de uma explicação do mundo conduziram ao monoteísmo.

II.O NATURALISMO

O Naturalismo faz da religião a primeira tentativa da inteligência humana de explicar os fenômenos da natureza, sobretudo aqueles que produzem terror ou espanto; tais como: Trovões, Ventos, Chuvas ou a ausência dela, Terremotos, Vulcões em atividade ou quando em repouso, Meteoros, Cometas, Eclipses, Aurora Boreal e Austral, etc.

III.O MANISMO

A primeira concepção existente de seres naturais é a dos espíritos dos mortos, idéia nascida das imagens de sonhos que nos apresentam espectros. Os primitivos praticavam ritos de apropriação dos espíritos e criou-se o culto dos ancestrais, o primeiro de todos os cultos. Dele derivam o fetichismo (feitiços são partes do cadáver mumificado e são conservados como relíquias), a zoolatria (animais vistos perto da cabana em que repousa o cadáver, eram considerados como metamorfose da alma do defunto), o culto das plantas (explica-se a alucinação que segue a ingestão do suco de certos vegetais pelos espíritos enclausurados neles ou pela consideração dos espíritos encarnados nas plantas que crescem no túmulo do ancestral). Os primeiros deuses foram os ancestrais donde o nome do “Evemerismo” dado a esta doutrina em memória do filósofo Evêmero, que explicava os deuses pela divinização dos reis mortos.

IV. O ANIMISMO

O primitivo vivia no meio de uma natureza animada: água que corre, vento que sopra etc. Ele concebia tudo o que o cercava (animais, plantas e coisas) pelo modelo da própria atividade. Tudo era composto de corpo e alma. O mundo povoou-se, a seus olhos, de uma infinidade de espíritos (das fontes, das árvores e das montanhas) donde o nome animismo dado à teoria. Os deuses do politeísmo seriam uma seleção e promoção de alguns desses espíritos, outrora indistintamente temidos e adorados.

Com referência ao acima exposto segue uma forte argumentação bíblica:

Rm 1.17-25 Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.

Pr Armando Taranto Neto

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