O EVANGELHO É O FIM DO LIVRE ARBÍTRIO

dois-caminhos

Em Deuteronômio capítulo 30.14-19 está registrado:

“Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”

É muito comum, mesmo àqueles que já possuam um certo tempo na igreja, manifestarem dúvidas quanto à questão do livre arbítrio. Perguntas do tipo: “ O cristão verdadeiramente convertido ao Senhor ainda possui livre arbítrio?

Em primeiro lugar vamos procurar definir resumidamente o significado do termo livre arbítrio na visão de alguns expoentes do passado;

Vejamos a definição que alguns homens nos oferecem, da expressão Livre Arbítrio:

– “É uma faculdade da razão pela qual se pode discernir o bem e o mal, e da vontade, pela qual se pode escolher um ou outro.” – Orígenes
– “É uma faculdade da razão e da vontade pela qual se escolhe o bem, quando se tem a assistência da graça de Deus, e o mal, quando não se tem essa assistência.” – Agostinho de Hipona
– “É uma concessão feita à liberdade do querer, que não se pode perder, e um julgamento indeclinável da razão.” – Bernardo de Claraval

Levando-se em consideração o texto de Deuteronômio entendemos que um dia fomos colocados diante de uma bifurcação de dois caminhos, a via do bem e a do mal, a estrada da Vida e a da morte.

Somos incentivados a escolher o sendeiro do bem, pois nele encontraremos a Vida e conheceremos a vontade do Eterno. Ora, uma vez que escolhi qual o caminho a seguir na dita bifurcação e a saber que já estou trilhando nesta estrada, não me resta mais escolha, ou “livre arbítrio” (vontade de escolha), isto porque esta oportunidade eu já usufrui enquanto estava ainda na bifurcação.

Sendo assim, qualquer atitude de retorno que eu tome neste caminho que eu escolhi não será mais “livre arbítrio”, mas sim apostasia (abandono da fé), pois estarei voltando as costas ao sentido original da via, resolvi dar meia volta e retornar na contra mão do sentido obrigatório do caminho escolhido.

O texto é claro quando nos adverte que existe a possibilidade de fracassarmos na jornada em consequência de nossas inclinações carnais, apostasia e idolatria.

Entretanto, a recompensa que nos aguarda no final desta dura lida redundará em bênçãos incontáveis e principalmente na Vida Eterna. Quem escolheu seguir no Caminho da Vida, que é Cristo, não pode mais olhar para trás, como dito em Lucas 9.62; “Jesus respondeu: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.

O Reino de Deus tem suas demandas, quem escolheu a via da cruz sabe que será uma jornada de lágrimas e renúncia, envolvimento e entrega. Não há lugar para dúvidas e desistência. Muitos, não calculando o preço desta caminhada, começaram a construir sua torre e sucumbiram ainda em seu alicerce. O Mestre que nos convocou é exigente, colhe onde não plantou e não tem o culpado por inocente.

Quem lá na bifurcação fez a escolha para a Vida não vive mais para si mesmo, mas tem o seu prazer em viver a Vida do Cristo Salvador.

Caro companheiro nesta Via da Vida, sigamos adiante, a jornada é ferrenha, mas o Senhor Jesus prometeu estar conosco em todo o tempo.

Se por ventura ainda não te decidiste qual caminho seguir, escolhe pois o Caminho da Vida para que vivas e deixe que os mortos enterrem seus mortos.

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1 Comentário

  1. Antonio

     /  9 de dezembro de 2015

    Amém! Sim, não temos mais livre arbítrio, é bom esse colírio, desembaça a visão, é segurança pra nós. A paz!

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